DIscernimento

DIscernimento

Oscar Quiroga

05 de maio de 2014 | 14h55

 

Às 14h55 de segunda-feira 5-5-14 a Lua ingressou em Leão para cumprir sua fase QUARTO CRESCENTE em trígono com Vênus, sextil com Marte, trígono com Urano e quadratura com Saturno até 7h50 de quarta-feira 7-5-14, horário de Brasília. No mesmo período, Sol e Júpiter em sextil.

O pensamento autocentrado é inevitável, de um modo ou de outro descobrirás que medes o Universo com a régua de teu umbigo. Essa constatação é fundamental, assim como também a de que todos teus semelhantes fazem o mesmo, e é nisso que reside a semelhança, toda nossa humanidade mede o Universo com a régua do próprio umbigo.

Porém, a coisa não se circunscreve a isso, há outra semelhança, que consiste na superação desse vício limitante e limitador. Sim! É possível renunciar ao excesso de egoísmo, isso é completamente possível, parece que não, porém, inúmeras pessoas bem semelhantes a ti o conseguiram.

O que se ganharia com isso? Pergunta a alma buscadora.

O primeiro ganho é o discernimento, a capacidade de separar o importante do banal, o eterno do transitório. Quando a alma mede o Universo com a régua do próprio umbigo, inevitavelmente não percebe o eterno, só quando supera seu próprio e particular ponto de vista, adentrando no campo unificado que é o próprio Universo começa a ter relances da eternidade que lhe outorga a Vida.

Esse discernimento é a causa de a alma colocar seus pés no caminho sem volta, é a iniciação do que chamamos de “vida espiritual”, um caminho muito longo de libertação, no qual o original pensamento egoísta é reciclado e identificado com um Eu mais abrangente, o “Eu superior”.

Tu pressentes que há algo parecido com isso acenando do além, pois ainda te agarras à régua de teu umbigo. Pressentir é importante, pois sobre essa condição tens capacidade de, por própria iniciativa, começar a trilhar esse caminho sem volta que te tornará maior do que ti.

Tuas limitações, assim, se desintegrarão uma atrás da outra.

Enquanto isso não ocorrer, tua alma continuará agarrada a todas as limitações, estimando-as imprescindíveis, sem as quais não conseguiria viver.

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