Culpas

Culpas

Oscar Quiroga

25 de agosto de 2014 | 06h33

 

Às 6h33 de segunda-feira 25-8-14 a Lua ingressou em Virgem para cumprir sua fase NOVA em oposição a Netuno, trígono com Plutão, sextil com Saturno e Marte, e conjunção com Mercúrio até 23h29 de terça-feira 26-8-14, horário de Brasília. No mesmo período, Vênus em trígono com Urano e quadratura com Saturno, Marte e Saturno em conjunção.

Ainda esperas que uma autoridade iluminada nutra tua crença e te ilumine, isso não vai rolar. Nosso tempo é o da compreensão conquistada pelo próprio esforço, e pela substituição da fé pela percepção clara e direta da verdade.

Transfere isso ao âmbito da política e da reinvenção de nossa civilização e verás o tamanho da encrenca com que estamos lidando, enquanto que, ao mesmo tempo, precisamos estabilizar nossos assuntos particulares para que tudo não vá para o inferno.

Valores e princípios superiores hão de governar os governantes, não apenas teoricamente, já que todos estão convencidos de isso acontecer com eles e elas, mas de forma prática também. Esses princípios superiores hão de emergir com clareza e força.

Para isso acontecer, todos precisamos nos sacrificar no sentido mais amplo do termo, nos esforçando para não sucumbir diante do impacto feroz dos pensamentos equivocados, permanecendo firmes, rejeitando o desespero que se dissemina à solta.

É um verdadeiro sacrifício permanecermos serenos a despeito de nossas antenas receberem a informação da agonia, da tensão emocional e da dor física que sente a maioria.

Há um fundo virtuoso nessa sensibilidade, pois essa é o princípio da resposta solidária e compassiva, sem essa não se poderia evocar a resposta do dever que temos para com nossa espécie, nem tampouco poderíamos sentir o chamado para cumprirmos um serviço.

O sacrifício consiste em deixar para trás nossos problemas pessoais e tornar os problemas da comunidade mais importantes do que os nossos em particular.

Nossos problemas particulares se resolverão esquecendo-os. Esquecendo nossos fracassos e fraquezas, nossas culpas e remorsos, assim nos salvaremos, pois tudo isso é inútil e contraproducente, mas nos agarramos a todos como a salva-vidas que nos afundam em vez de nos salvar, mas mesmo assim não largamos.

Guerra, ódio, crueldade física e mental, todos já fomos algozes e vítimas, a taça da dor e do prazer foi apurada de todas as formas possíveis. Chega!

Quantas vezes mais repetiremos o que conhecemos na intimidade? Não há mais necessidade!

Alegria, cultivar a alegria do contentamento. Que nada prejudique o equilíbrio interior que habilita a compreender a natureza da compreensão mais abrangente.

Essa é uma realidade próxima, mas ao mesmo tempo distante, ainda esbarramos em vícios tais como o de distribuir culpas com facilidade, porque reconhecer as próprias e consertá-las é muito mais difícil.

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