Cadê o terreno firme que estava embaixo dos pés?

Oscar Quiroga

09 de agosto de 2011 | 17h39

 

Às 17h39 de terça-feira 9-8-11 a Lua que cresce ingressou em Capricórnio e permanece em quadratura com Urano, oposição a Marte e conjunção a Plutão até 3h06 de quarta-feira 10-8-11, horário de Brasília.

 

Onde foi parar o terreno firme que a realidade objetiva garantia? Ninguém sabe, ninguém viu, mas todos experimentamos a perturbação de nos vermos existindo sem definição alguma a respeito do futuro ao mesmo tempo de percebermos de forma inquietante que nada do que supostamente nos protegia no passado conseguirá se sustentar.

Algo, com certeza, pode ser celebrado no meio deste clima apocalíptico das instituições mundiais; o tempo da longa opressão está no fim e o reino humano poderá, com sabedoria e respondendo a sua verdadeira vocação, aproveitar a oportunidade para recriar a civilização num patamar em que o bem-estar e felicidade sociais deixem de ser mera teoria.

Enquanto isso, choro e ranger de dentes por se ver o fausto de outrora afundar irremediavelmente.

É uma hora obscura, não há como negá-lo, as nuvens densas são atemorizantes.

Porém, é nessa hora que apenas um tímido, porém, firme raio de luz destaca seu poder de dispersar as trevas.

Esta é a hora mitológica em que o herói mata o monstro e, você sabe porque você já o viu inúmeras vezes em filmes e ouviu em histórias de fadas, os heróis e heroínas são sempre aqueles seres humanos desvalorizados constantemente porque não se encaixam nos padrões de normalidade.

Na prática isso significa que a reinvenção da civilização não se encontra hoje na mão dos poderosos, mas na das pessoas comuns que nunca tiveram pudor de ser quem elas sempre foram.

Assim se realiza a profecia: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque é deles o Reino do Céu.

 

Próximo boletim será publicado às 3h06 de 10/8/11

 

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