As portas do céu

As portas do céu

Oscar Quiroga

03 de junho de 2012 | 22h09

Das 22h09 de domingo 3-6-12 até 12h02 de segunda-feira 4-6-12, horário de Brasília, a Lua de Sagitário atinge a fase Cheia em quadratura com Marte e oposição a Vênus. No mesmo período, Mercúrio e Saturno em trígono.

Quando se abrem as portas do céu e circula mais energia de Vida do que normalmente, aqui na Terra parece o contrário, que se abrem as portas do Inferno e que somos abandonados pelo Altíssimo.

Isso demonstra nossa decidida incompetência de canalizar adequadamente essa elevação, denota que nossa consciência está decididamente inclinada a se vincular com maior facilidade a tudo que de medíocre e abjeto circular, mas que quando o assunto é elevar-se para glorificar a Vida e ser mais do que normalmente seríamos, aí nós falhamos e nos convencemos de que o produto da falha não seja fruto de nossa decisão, mas de sermos abandonados pelo Altíssimo.

Somos nós que abandonamos o Altíssimo, esta é a dura verdade; somos nós que olhamos continuamente para o lado oposto.

Assim, quando a Lua Cheia avança como o faz todos os meses e do lado de lá se efetuam os rituais para que a circulação de Vida mais abundante possa ser apreciada por todos os reinos da natureza, o nosso humano em especial experimenta mais sordidez e violência do que normalmente, porque criamos uma cultura de mediocridade e abjeção.

Todos estamos contaminados por ela, não é justo arvorar críticas e lançar acusações contra essas ou aquelas pessoas que parecem se dedicar com mais afinco a sustentar esse estado distorcido de coisas; nossa humanidade é uma espécie só e aqueles que pensamos ter um pouco mais de visão temos também a responsabilidade maior de fazer o contrabalanço da situação distorcida que percebemos, nos dedicando com muito mais afinco do que o normal a criar condições para que a visão espiritual não seja mera teoria, mas prática consumada através do exemplo que dermos a todo solitário instante.

Próximo boletim será publicado às 12h02 de 4/6/12

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.