As investigações de JIVA

As investigações de JIVA

Oscar Quiroga

27 de fevereiro de 2014 | 16h47

 

Às 11h55 de quarta-feira 26-2-14 a Lua que míngua ingressou em Aquário e está em sextil com Urano, conjunção com Mercúrio, quadratura com Saturno e trígono com Marte até 7h55 de sexta-feira 28-2-14, horário de Brasília.

JIVA = alma encarnada envolvida no processo mundial

Diante da constatação de que tudo passa e nada garante imortalidade, Jiva pressente, entre dilemas e anseios por eternidade, que a resposta está na Unidade, num fio que alinhava as variadas e aparentemente irreconciliáveis e conflitantes manifestações, eliminando distâncias e tempos.

A paz só pode ser encontrada na Unidade, pressente Jiva.

Este pressentimento alimenta em Jiva todas suas buscas para que as coisas façam sentido enquanto envolvida no processo mundial, absurdo e desconexo.

Tentando se aproximar da eternidade, Jiva especula sobre a origem de tudo, pois se encontrar a causa fundamental, certamente conseguirá resolver as aparentes diferenças que distanciam. Assim, tentando resolver a investigação a respeito da eternidade, Jiva imagina um agente criador, surgindo de sua imaginação o catálogo inteiro de crenças e religiões que formulam essa teoria da origem da melhor forma possível, de acordo com o alcance e matiz imaginados.

Isso é importante, formula Jiva, pois, conhecendo a origem de tudo, também saberemos onde as coisas irão parar! Quem souber da origem, certamente saberá do fim também, recebendo autorização para interpretá-lo.

A inteligência faz Jiva compreender que não pode haver efeitos sem causas e que como nós somos mais jovens que o Universo, isso nos torna efeitos de causas maiores. Essas causas, enfim, são tidas como permanentes, pelo menos em relação aos efeitos, que se mostram transitórios.

Como o Universo se evidencia permanente a Jiva, e toda sua investigação se fundamenta no anseio pela eternidade, então deposita no Universo criador a esperança da imortalidade.

Jiva encontra conforto nas especulações religiosas, mas só temporariamente, pois logo se confronta com as incongruências de suas teorias, tendo muita dificuldade para encaixar o dia a dia mesquinho e violento no ideal que faz seu coração arder.

O ardor é um anseio pelo infinito, a revelação de que apesar de sermos uma poeira infinitesimal estamos conectados ao infinito.

Essa revelação é a que fornece o combustível para empreender ações tidas como impossíveis, e nesse momento Jiva é maior do que si mesma.

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