Apaixonar-se não é uma decisão

Apaixonar-se não é uma decisão

Oscar Quiroga

16 de novembro de 2012 | 21h18

Das 21h18 de sexta-feira 16-11-12 até 3h55 de domingo 18-11-12, horário de verão de Brasília, a Lua que cresce em Capricórnio está em sextil com Mercúrio e Sol, e quadratura com Vênus. No mesmo período, Marte ingressa em Capricórnio em sextil com Netuno, Sol e Mercúrio em conjunção.

Tentar viver momentos passionais é um recurso que a alma humana procura ardentemente na mesma medida em que se sente abusada e maltratada no mundo.

Porém, apaixonar-se não é uma decisão, é uma experiência que, ou acontece espontaneamente ou é uma furada no início, no meio e no fim também.

Há coisas que a razão pretende dominar, mas que não consegue, e se pensa conseguir é meramente porque se ilude durante um tempo, para depois, quando a casa cair, fica remoendo raciocínios complicados para tentar entender o que aconteceu, mas nunca consegue entender, pois para entendê-lo teria de aceitar que embarcou numa roubada, distorcendo uma experiência que só poderia dar certo acontecendo de forma espontânea.

Aqui está explicado, só faltaria fazer um desenho para ficar mais claro, porém, alguém aí acha que a explicação servirá de prevenção e que alguém se absterá de continuar buscando racionalmente participar de emoções e paixões? Nada disso! A alma humana é teimosa, principalmente é teimosa nos equívocos, pois as verdades ela trata com relatividade, como se fossem isso, mas também poderiam ser aquilo.

Enfim, também há algo de harmonioso nesse caminho distorcido, pois são tantas as palavras que desvalorizam nossa humanidade, e são tantas as atitudes abusivas que as pessoas precisam aguentar todos os dias, que quando elas têm um pouco de tempo livre se lançam freneticamente em busca de algo que só poderia acontecer direito de forma espontânea.

Porém, cada quem faz o que quer, afinal, esta é a lei aqui na Terra.

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