Algo no ar

Algo no ar

Oscar Quiroga

13 de abril de 2014 | 10h25

 

Às 5h33 de domingo 13-4-14 a Lua ingressou em Libra para completar sua fase CHEIA em oposição a Mercúrio, quadratura com Júpiter, oposição a Urano, quadratura com Plutão e conjunção com Marte até 4h42 de terça-feira 15-4-14, horário de Brasília. No mesmo período, Mercúrio está em conjunção com Urano e quadratura com Júpiter e Plutão.

Sim, tua sensação não mente, há algo pairando no ar, algo estranho, algo pesado, mas te sugiro cuidado na tentativa de tradução dessa espécie de pressentimento, pois a consciência da civilização humana está tão equivocadamente impregnada de mentiras com referências em supostas escrituras sagradas, que seria fácil te assombrares com os fantasmas que vêm atormentando nossa humanidade há milênios. São, porém, fantasmas, existem enquanto nossa humanidade continuar acreditando que existem.

Tua presença, contudo, está integrada a um mundo mais sofisticado do que o dos antigos, nós somos potencialmente muito mais competentes do que nossos ancestrais para decifrar os enigmas da vida. Por isso, não precisas de escrituras antigas, precisas, isso sim, colocar teu sexto sentido para funcionar e te atrever a experimentar.

Como nosso tempo é uma sobreposição do antigo e do porvir, isso cria reflexos muito distorcidos que vão parar, certamente, nos relacionamentos humanos. Não apenas nos relacionamentos pessoais, muito afetados na atualidade, como também nos relacionamentos das instituições com as pessoas e no dessas com elas mesmas e com suas cópias espalhadas pelo mundo inteiro.

Toda instituição tem vida mais longa do que as pessoas que ocupam cargos nessas, isso é algo que todo governante deveria lembrar a cada momento solitário em que ocupa esse cargo. A presidência da república, por exemplo, continuará aí, mas cada presidente que se achou o melhor terá morrido e se tornado apenas uma figura enquadrada num obscuro corredor do palácio de governo.

Isso apequena nossa humanidade, pois a instituição que ela mesma inventou a sobreleva, a reduz a nada.

Porém, há momentos da história, e nós vivemos um desses, em que o ser humano se subleva contra esse destino feroz e se arma para que as instituições se dobrem aos seus anseios. São momentos críticos, perigosos, pois se corre o risco de uma nova onda despótica se consolidar.

Faze a tua parte pensando menos em ti e mais nas futuras gerações.

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