A realidade não é um videogame

Oscar Quiroga

01 de novembro de 2011 | 06h15

1-11-11 – terça-feira – Das 6h15 até 19h01, horário de verão de Brasília, a Lua que cresce em Capricórnio está em quincunce com Marte e sextil com Vênus e Mercúrio. No mesmo período, Mercúrio e Netuno estão em quadratura.

A vida não é um videogame e as pessoas não são obstáculos que você deva transpor com rapidez para conquistar seus objetivos.

É irrelevante discutir se as pessoas confundem seus semelhantes com objetos porque a mente delas funciona como um videogame ou se a paixão maciça pelos videogames acontece porque esses são fiel reflexo de como a mente comum de nossa humanidade funciona.

Tudo, porém, não passa de um erro fundamental, imaginar que os semelhantes sejam objetos e não sujeitos.

Aí vai o sujeito embriagado a mil por hora no seu lindo carro, fantasiando que as pessoas são objetos e que depois de atropelá-las o videogame dará mais uma chance. A realidade objetiva não dá essa chance, a não ser a deste cidadão rever seus conceitos a respeito da vida real, mas nesse momento já será tarde demais para reparar o erro que cometeu, vidas se foram…

Para os homens, olhar as mulheres com desejo é outra forma de videogame, elas são os objetos de sua lascívia. As mulheres, pelo seu lado, desejam ser desejadas e enxergam o olhar masculino como o objeto de satisfação. Estas afirmações são, no mínimo, polêmicas, já que esses processos são tão difundidos e por isso tomados como normais, que acaba dando a impressão de ser errado apontar o erro, o tiro tende a sair pela culatra.

Certo é que enquanto nossa humanidade não começar a considerar com atenção e respeito à vida dos semelhantes não haverá aquilo que chamamos de civilização, apenas um videogame dela.

Porém, como a realidade não é videogame, ela se encarregará de mostrar as duras respostas até que a mente humana caia em si e comece a tratar o mundo e as pessoas com respeito.

Próximo boletim será publicado às 19h01 de 1/11/11

Tudo o que sabemos sobre:

Lua cresceLua em Capricórnio

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: