A fervura dos ânimos

Oscar Quiroga

02 de dezembro de 2011 | 07h52

2-12-11 – sexta-feira – Das 7h52 até 16h07, horário de verão de Brasília, a Lua quarto minguante de Peixes está em oposição a Marte e quadratura com o retrógrado Mercúrio. No mesmo período, Sol e Marte em quadratura.

Ânimos quentes, fervura indômita que não conduz a bons resultados, só ao desafogo do desespero contido há meses pela nossa humanidade que contempla seu amado e ao mesmo tempo odiado mundo degringolar na direção de sua segura desintegração, sem nenhuma certeza de se o que virá depois será melhor.

Quem for desprovido de fé e confiança estará sujeito à selvageria deste momento, que abre as comportas de toda a irritação contida para vomitá-la sobre quem por ventura atravessar o caminho.

Melhor mesmo é não ficar no caminho de ninguém, pois neste período toda a selvageria que a humanidade é capaz de cometer se coloca em marcha. Você verá humanos andando por aí, porém, a maioria desses não será humano, será uma espécie de zumbi selvagem que destila sua ira sobre o que estiver ao seu alcance.

Como nenhum de nós é santo o suficiente para ficar atirando pedras nos semelhantes, será necessário monitorar a própria selvageria, muito mais que a dos semelhantes.

Monitorando a selvageria e a colocando sob domínio, você prestará um serviço inestimável a todos os humanos, porque colocará um marco para essa perspectiva, a do mundo melhor que vem por aí uma vez que o atual não é mais, é apenas uma sombra da glória imaginada pelos humanos que o inventaram.

Todo invento é transitório, deve ser substituído sem pena nem glória quando idéias novas se colocarem em marcha para atender as necessidades de crescente sofisticação de nossa humanidade.

É isso que está em andamento e é a isso que chamam de Fim de Mundo, porém, na verdade o que finaliza é irrelevante, o importante é o que vem depois.

Contudo, como nossa humanidade é apegada demais ao mundo que conhece, espuma de Ira ao perceber que o que conhece não é mais e que não lhe resta alternativa a não ser se transformar, o que em primeira instância significa perder o domínio que com tanto afinco cultivou.

Perder o domínio sem perder a cabeça, esta é a rara fórmula de sobrevivência para os dias atuais.

Perder o domínio para a razão e ganhar o mundo do coração, este é o processo para o qual todos estamos empenhados, ainda que em grande parte de forma inconsciente.

Próximo boletim será publicado às 16h07 de 2/12/11

Tudo o que sabemos sobre:

Lua em PeixesLua quarto crescente

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.