House: Cinco vezes sarcástico

Estadão

22 de maio de 2012 | 11h06

***Por Gustavo Villas Boas

House

Elenco da 5ª temporada de House. Foto: Fox/Divulgação

De “Todo mundo mente”, o episódio de estreia em novembro de 2004, a “Todo mundo morre”, capítulo de número 176 de House, foram cinco prêmios Emmy, dois Globo de Ouro e um sucesso que levou a série ao topo da televisão mundial.

A série, que teve o último episódio exibido ontem, nos EUA, consta na versão 2012 do Guinness como o mais popular programa de televisão do mundo hoje, com mais de 80 milhões de seguidores espalhados por 66 países.

Em 2010, Hugh Laurie recebia US$ 400 mil por episódio para dar vida a Gregory House e se tornar o ator de série dramática mais bem pago dos EUA.

Mas se os números demonstram facilmente o êxito da série, entender como House chegou lá é mais difícil.

Os episódios seguem uma fórmula básica e a linha narrativa que percorre as temporadas é tênue. A atração que o programa causa é claro mérito do personagem-título, um dos heróis mais irritantes da televisão. Um médico que odeia o paciente, mas ama o diagnóstico, na definição de Lisa Sanders, médica e autora de uma coluna sobre diagnóstico no NYTimes que serviu de inspiração para Paul Attanasio, idealizador do programa.

Mas o que atrai em House? Para descobrir isso, o blog pesquisou no Google, penetrou no assombroso livro House e a Filosofia e fez uma pequena enquete com médicos e fãs de séries.

Algumas conclusões (sem valor científico):
Em inglês, no Google, o adjetivo sarcástico é quase cinco vezes mais relacionado ao nome Gregory House do que brilhante. São 2.660.000 referências ante 450.000.

Para Henry Jacoby, organizador do livro House e a Filosofia, a personalidade do doutor contempla “Sarte e Niestzhe, Socrates e Aristoteles, lógica e sorte, amor e amizade e até zen”. O que, de resto, faz lembrar do subtitulo da obra e do bordão de House: “Todo mundo mente”.

Já Melissa L. acha que o doutor é “mal compreendido”. Ela sairia com House em “um piscar de olhos”. Melissa é umas das usuárias do Yahoo!Answers que responderam se iria a um encontro romântico com o personagem na vida real. (A maioria das respostas é na linha “não, porém…”, mas ele tem algumas pretendentes incondicionais; um homem “totalmente hetero” toparia).

Uma médica (e fã de séries) gosta do pragmatismo de House e se diverte tentando descobrir qual será o diagnóstico. Outro profissional da saúde (e fã de séries) acha o protagonista “simplesmente mau caráter” e os episódios chatérrimos (“a ficção e a medicina são ruins”).

Um amigo, espectador eventual, para dizer como era admirável a persistência com que House salva vidas, citou três vezes que os fins justificam os meios.

Uma jornalista diz que o tratamento rude com os pacientes e, principalmente, com os colegas é inadmissível, mas acha charmosa a bengala e lembra que ele sabe tocar guitarra.

E você? O que gosta em House?

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