‘Tá no Ar’ volta com ironia ao governo Bolsonaro

‘Tá no Ar’ volta com ironia ao governo Bolsonaro

Adriana Del Re

16 de janeiro de 2019 | 01h49

A sexta e última temporada do Tá no Ar: A TV na TV estreou nesta terça, 15, com paródia ao presidente Jair Bolsonaro numa esquete que até então só estava sendo divulgada como uma homenagem ao Chaves, sucesso há três décadas no SBT.

A esquete fez tributo à turma do Chaves, mas também satirizou o governo Bolsonaro. Vestido de militar, o personagem vivido por Marcelo Adnet – que já imitou o presidente no Tutorial dos Candidatos na época das eleições – repetiu a maneira de falar de Bolsonaro.

Cena da paródia de ‘Chaves’. Foto: Reprodução/Globoplay

Apresentando-se como novo dono da Vila Militar do Chaves, o Capitão chega com a promessa de colocar ordem no local: manda prender Seu Madruga por estar desempregado e dever 14 meses de aluguel, questiona a roupa azul usada por Dona Florinda, manda prender o Professor Girafales por provavelmente estar ensinando na escola ideologia de gênero, kit gay, darwinismo.

No final da esquete, ele avisa que vai para a Vila do Paulo Gustavo (numa referência ao programa do comediante no Multishow) para acabar com “aquela ditadura gayzista” e pede o motorista do filho.

O programa fez paródia também do tradicional comercial de margarina (que mostra a família apenas com pai, mãe e filhos), trazendo todas as formações familiares possíveis que deveriam aparecer nesse tipo de propaganda.

A parte musical que encerrou a atração foi especialmente criativa, reproduzindo uma espécie de Jornal Nacional com ares de Broadway: os apresentadores destacavam as notícias em forma de musical, com canções icônicas tiradas de Hair, Os Embalos de Sábado à Noite, Grease, O Mágico de Oz, entre outros.