Série ‘The Rain’ oferece respostas sem abrir mão do mistério

Série ‘The Rain’ oferece respostas sem abrir mão do mistério

Estadão

31 Maio 2018 | 13h23

Pedro Venceslau

A série The Rain, primeira produção própria dinamarquesa da Netflix, entrou em maio no cardápio da plataforma sem receber o tratamento de blockbuster. Mas merecia. A pegada é pós-apocalíptica e o roteiro lembra muito a interminável The Walking Dead. Só que, em vez de zumbis, agora é a chuva que mata. Em um dia como outro qualquer, o tempo fecha e uma tempestade tóxica desaba trazendo um vírus mortal que dizima quase toda a população do país. Basta que uma gota entre em contato com a pele para que o desafortunado entre convulsão e morra em questão de segundos.

Cena da série 'The Rain' (foto: Netflix)

Cena da série ‘The Rain’ (foto: Netflix)

Prevendo a tragédia, um cientista deixa seus dois filhos em um bunker e sai em busca de ajuda. Não volta mais. Seis anos se passam até que as crianças, os agora adolescentes Simone (Alba August) e Rasmus (Lucas Lynggaard), saiam de sua claustrofóbica zona de conforto para iniciar uma jornada épica em busca de respostas. Isso tudo no primeiro episódio. A primeira impressão não é boa: mais do mesmo com outros ingredientes. Mas vale a pena insistir. Ao contrário de The Walking Dead, que anda em círculos, The Rain oferece respostas sem abrir mão do mistério.

Há um dilema moral e questionamentos de ordem política que encontram paralelo com o debate sobre fronteiras que divide a Europa. Como os países vizinhos devem tratar essa tragédia humanitária sem serem contaminados por ela? Os fins justificam os meios? Também há romance e um certo clima de aventura adolescente nos oito episódios da primeira temporada. O clima às vezes é ameno, o que amplifica os momentos de tensão. E alguns deles, os mais brutais, merecem lugar cativo no panteão das séries.

 

 

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