Sem Intervalo: programa ‘O Melhor do Brasil É o Brasileiro’ traz o curioso mundo das invenções

'Farinha de barata para colocar no pão. Você comeria se eu te dissesse que é a melhor fonte de proteína que você pode encontrar?, pergunta Pedro Neville

Eliana Silva de Souza

03 de fevereiro de 2019 | 17h23

A criatividade do brasileiro é algo ilimitado. Pensando nisso, a GloboNews estreia na terça, às 21h30, o programa O Melhor do Brasil É o Brasileiro. Comandada pelo repórter Pedro Neville, a série vai revelar diversas e curiosas histórias, com um tema diferente em cada episódio, sendo que foram entrevistados 15 inventores, de 15 cidades diferentes. Provavelmente, o público ficará espantado com tamanha criatividade.

Inventos. Fogão de luz solar feito com material reciclável (foto GloboNews)

Inventos. Fogão de luz solar feito com material reciclável (foto GloboNews)

É o que conta Pedro Neville, que se surpreendeu com algumas criações. “O sorvete que ameniza os efeitos colaterais da quimioterapia me deixou muito entusiasmado. É gostoso, acredita?! Mesmo tendo uma composição totalmente diferente, com whey protein, azeite de oliva. Parece na verdade um desses sorvetes gourmet que têm no mercado. Esse vai estar no primeiro episódio da série”, diz.

E tem muito mais entre as variadas invenções, coisas que também podem causar um certo choque ao de estômago mais frágil. “Farinha de barata para colocar no pão. Você comeria essa se eu te dissesse que é a melhor fonte de proteína que você pode encontrar? A maioria das pessoas acha super estranho. E fica impressionada pelo fato de nossa equipe ter experimentado na gravação. Mas o pão das pesquisadoras da UFRG fica uma delícia. Elas colocam na receita 10% de farinha de barata – uma espécie africana criada em laboratório, desidratada, que elas trituram num processador, mais 90% de farinha normal. Pronto. O resto são ingredientes de um pão caseiro. Não tem diferença no sabor”, afirma.

De acordo com Neville, a ideia do programa é, além de mostrar essas ideias criativas, colocar em discussão o fato de ser muito complicado para o inventor tirar sua ideia do papel. “No Brasil, isso é muito difícil, a liberação de uma patente chega a levar 14 anos, enquanto que em países como a Coreia do Sul a resposta vem em menos de um ano”, ressalta. “A série mostra brasileiros comuns que enfrentaram ou continuam enfrentando as burocracias. Há universitários com conhecimentos específicos, como o pernambucano que criou uma luva eletrônica pra recuperar os movimentos de pacientes que sofreram AVC. Mas há também inventores como Seu Guerzone, um senhor da zona rural de Cachoeira de Minas, que só cursou até a terceira série do ensino fundamental e construiu uma usina de energia na casa dele. Por conta disso, não paga energia há mais de 40 anos.”

 

 

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