Se o ‘Zorra’ mudou, por que o ‘Pânico’ não consegue?

Se o ‘Zorra’ mudou, por que o ‘Pânico’ não consegue?

Gabriel Perline

10 de novembro de 2017 | 06h01

Foto: Globo/Reprodução de cena do ‘Zorra’

Dois exemplos de produtos de humor que atingiram seus auges, mas ficaram datados: Zorra Total, da Globo, e Pânico, da Band.

O primeiro passou por uma reformulação drástica: mudou diretor, roteiristas, elenco e até de nome. Resultado: alta aceitação do público. Não à toa, seus vídeos viralizam nas redes sociais.

Já o Pânico tenta manter o mesmo estilo há 14 anos e não consegue se reinventar.

Há quem diga que o politicamente correto seja o motivo de seu fim na TV, mas a verdade é que a audiência já não vê como piada os ataques às minorias.

Estudar o Zorra pode ser a saída para Emílio Surita e cia.

Zorra 1. Teve mais de 2,6 milhões de visualizações o vídeo de Cadê a Galera Batendo na Panela, paródia de Morena de Angola, de Clara Nunes.

Zorra 2. O programa brincou com o fato de as pessoas não se acostumarem com a retirada do ‘Total’ do título. Em um dos esquetes, um personagem sugeriu a mudança de nome para ‘Haroldo’. A brincadeira saiu do programa, ganhou as redes sociais e a programação da Globo, com direito a abertura fictícia que indicava o novo nome. O público do Twitter entrou na brincadeira, fazendo com que a hashtag #Haroldo entrasse 7 vezes nos Trend Topics Mundo e 54 vezes nos Trend Topics Brasil.

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