Sacha Baron Cohen faz papel dramático em ‘O Espião’

Sacha Baron Cohen faz papel dramático em ‘O Espião’

Produtor israelense Gideon Raff ('Homeland') criou o thriller em seis episódios para a Netflix

Estadão

10 de setembro de 2019 | 20h08

É mais fácil imaginar o comediante britânico Sacha Baron Cohen conhecido como Al G e Borat Sagdiyev, ícones do humor, num papel dramático sutil que você conhece do que o personagem em questão na minissérie da Netflix O Espião.

O produtor israelense Gideon Raff (Homeland) criou o thriller em seis episódios, que será lançado na sexta-feira, 13.

Baron Cohen interpreta Eli Cohen, o espião na vida real que trabalhou nos anos 60 para o Mossad, serviço secreto israelense, reunindo informações sobre planos militares da Síria e usando o pseudônimo de Kamel Amin Thabet, um magnata do setor naval.

SachaBaron Cohen. Ator será agente do Mossad infiltrado na Síria. Foto: Monica Almeida/Reuters

A seguir, trechos da entrevista:

Cohen e Thaabet são motivados pelo amor por seus respectivos países. Como se inseriu nesse espaço mental patriótico?

Tento ver o mundo através dos olhos dos personagens. Cohen ingressou no Mossad 15 anos após toda a comunidade judaica se conscientizar dos horrores de Auschwitz e de que dois a cada três judeus na Europa foram assassinados. Isso estava inculcado na mente de todos os que ingressaram no Mossad, pois eles estavam arriscando suas vidas por suas famílias. Para entender os motivos de Eli Cohen, estudei mais a história de Israel naquela época e procurei saber as razões pelas quais o Mossad tratava os sírios como uma ameaça existencial. O pessoal do Mossad achava que se não houvesse um espião em Damasco, Israel desapareceria. Há muitos historiadores que acreditam que as informações de inteligência que Eli Cohen reuniu quando estava na Síria ajudaram Israel a vencer a Guerra dos Seis Dias.

Depois de Borat você ironicamente recebeu vários convites para papéis de personagens judeus. Quais foram?

Houve dois personagens judeus que estavam em desenvolvimento para filmes com Steven Spielberg, incluindo o de Abbie Hoffman (ativista hippie), que represento num filme que Aaron Sorkin vai dirigir. Mas, estava relutante em interpretar mais um judeu, pois não quero ser escalado como ator judeu. Há muitos atores que podem fazer papel de judeu. Também me ofereceram versões diferentes da história de Eli Cohen, mas não foram adiante por várias razões. Finalmente, há alguns anos, li o roteiro de Gideon e não consegui recusar. Então renunciei à minha posição de evitar papéis de judeus ou israelenses. (Simon Abrams / The New York Times)

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