Felipe Abib fala sobre a segunda temporada da série ‘Amigo de Aluguel’

Felipe Abib fala sobre a segunda temporada da série ‘Amigo de Aluguel’

'A Dainara, diretora e roteirista, teve um estalo para essa série depois de saber de um rapaz que se alugava para levar senhoras para bailes de terceira idade', explica o ator

Eliana Silva de Souza

03 de março de 2019 | 11h32

Sozinho na cidade? Sem companhia para ir a um show, ao teatro, ou algo assim? Pois se prepare para acompanhar segunda temporada de Amigo de Aluguel, que estreia neste domingo, às 23h, no Universal TV, uma produção da O2 Filmes. A série tem cinco episódios e, em cada um, Fred (Felipe Abib) precisará ser ainda mais criativo para resolver os problemas de seus clientes.

Felipe Abib, na série 'Amigo de Aluguel' (foto Universal TV)

Felipe Abib, na série ‘Amigo de Aluguel’ (foto Universal TV)

Como é viver esse personagem que se desdobra em vários?
Eu tento imaginar um pouco a minha própria profissão. Ser ator significa já estar disponível para se desdobrar em vários papéis ao longo da carreira. Num primeiro momento, precisei entender quem é esse ator personagem, o que ele enfrenta na sua vida e depois disso entender como ele encara os desafios de seu trabalho.

Apesar de cômica, é uma série que fala de solidão, correto?
Acho que a série surge por uma coincidência de fatores. Ele precisa de grana, é ótimo ator, mas teve um trauma de palco, está sem emprego e, de repente, sua empresária oferece essa oportunidade: ‘Ei, você não quer fazer personagens na vida real das pessoas. Melhor do que ficar vestido de galinha entregando flyers de um restaurante de frango assado’.

Acha que essa situação, de alugar alguém para ser o amigo, poderia acontecer na vida real?
A Dainara, diretora e roteirista, teve um estalo para essa série depois de saber de um rapaz que se alugava para levar senhoras para bailes de terceira idade. Então, ela pensou em colocar esse cara em diferentes situações. Um cara que fizesse diferentes papéis nas vidas das pessoas para suprir uma carência, uma necessidade, uma vontade. Acho que é muito possível essa realidade, mas obviamente a gente exagera um pouquinho.

Como compõe seus tipos, você se inspira em conhecidos?
Fomos primeiro em cima das qualidades de cada episódio, cada atmosfera me levava a alguma memória. Seja quando passei um tempo em Buenos Aires, ou lembrando meus tempos de hippie, ou após a transformação do figurino e maquiagem, você lembra-se de um amigo hipster; para encarnar um senhor de idade, acabo reconhecendo a voz do meu pai; quando morei em Cuiabá para encarnar um ‘agroboy’. Sim, tudo é referência.

 

 

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