Cada vez melhor, ‘Glow’ terá quarta temporada

Cada vez melhor, ‘Glow’ terá quarta temporada

Série se transformou numa dramédia mais profunda e com atuações ainda mais memoráveis, especialmente de Betty Gilpin (indicada para o Emmy 2019) e de Marc Maron

Guilherme Sobota

20 de setembro de 2019 | 16h19

A Netflix anunciou na última sexta-feira, 20, a renovação de GLOW para uma quarta e derradeira temporada – menos de dois meses depois de estrear os episódios do terceiro ano da produção original da plataforma de streaming, assinada pelas mesmas produtoras de Orange Is The New Black e Weeds.

É uma boa notícia porque GLOW (acrônimo de Gorgeous Ladies of Wrestling, algo como as Lindas Mulheres da Luta Livre) cresce a cada temporada.

O que começou como uma mera amostra do “ensemble”, como os americanos chamam os elencos que protagonizam uma produção em vez de umas poucas estrelas, na terceira temporada – cuidado com os spoilers – se transformou numa dramédia mais profunda e com atuações ainda mais memoráveis, especialmente de Betty Gilpin (indicada para o Emmy deste domingo) e de Marc Maron.

‘Glow’. Marc Maron (c) e Betty Gilpin (d), destaques da série. Foto: Ali Goldstein/Netflix

O papel na série, aliás, abriu de vez as portas de Hollywood para o comediante, que está no elenco do Coringa, a estrear nos cinemas.

O terceiro ano de GLOW tem ainda outras quatro indicações ao Emmy 2019, incluindo coordenação de dublês, cabelo, maquiagem e figurino. Nas três temporadas, foram 15 indicações e três estatuetas, número nada desprezível.

Nos novos episódios, as personagens de Gilpin (Debbie) e de Alison Brie (Ruth) finalmente superam uma rusga por causa, e isso é difícil de acreditar, do mesmo cara que faz o insuportável Harry Crane de Mad Men (Rich Sommer, que aqui interpreta o ex-marido de Debbie, Mark).

O que antes era uma série de TV com as mulheres praticando a luta livre, agora se torna um show ao vivo em Las Vegas, onde a temporada se passa. A mudança de cenário é bem vinda porque possibilita que as interações entre as personagens, meio que confinadas num ambiente ao mesmo tempo menor e mais libertino, ganhem em profundidade.

Os destaques são os arcos de Bash (Chris Lowell) e Rhonda (Kate Nash) e de Arthie (Sunita Mani) e Yolanda (Shakira Barrera), ambos explorando temas da sexualidade.

Além de outros desenvolvimentos mais apurados de trama, a terceira temporada marca a estreia de Alison Brie (outra remanescente de Mad Men) atrás das câmeras: ela dirige o episódio sete.

“Acredito que uma grande vantagem de ser um ator que passa a dirigir é que nós temos a oportunidade de trabalhar com tipos diferentes de diretores”, disse Brie ao Hollywood Reporter. “Você tem a chance de ver o que dá certo, especialmente no set de GLOW. É a nossa terceira temporada, então eu já vi muitos diretores trabalharem aqui. Sei como nosso elenco responde. Sei o que elas gostam e o que elas não gostam”, acrescentou. “Todo mundo me apoiou bastante, foi muito divertido.”

Ela entra num time recente de atrizes que passaram a dirigir, como Jennifer Morrison (Euphoria) e Natasha Lyonne (Russian Doll).

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