‘A Louva-a-Deus’ garante bons momentos de tensão e suspense, mas podia ser melhor

‘A Louva-a-Deus’ garante bons momentos de tensão e suspense, mas podia ser melhor

Eliana Silva de Souza

22 de agosto de 2018 | 10h52

O público que gosta de séries é cada vez maior. Com isso, muitas sugestões vão aparecendo de várias formas. Ou a gente encontra direto nos canais, ou o canal manda as informações, ou ainda algum(a) amigo (a) faz o favor de ver primeiro e passar a dica para nós. De qualquer maneira, A Louva-a-Deus, que tem sua 1.ª temporada, com 6 episódios, disponível na Netflix, já estava na lista de intenções e é ela que figura na dica da coluna desta quarta.

Cena da série 'A Louva-a-Deus' (foto: Netflix/ Divulgação)

Cena da série ‘A Louva-a-Deus’ (foto: Netflix/ Divulgação)

A história começa com uma série de assassinatos, que seguem à risca o que a serial killer conhecida como Louva-a-Deus cometeu 15 anos atrás. São crimes extremamente violentos, cada um com uma motivação, justificados um a um pela criminosa. Para tentar frear esse novo assassino em série, o comissário de polícia Dominique Feracci (Pascal Demolon) aceita a ajuda de Jeanne Deber (Carole Bouquet), a Louva-a-Deus. Ela mesma, tendo conhecimento dos crimes, oferece sua ajuda, dizendo ser capaz de contribuir para a solução desses misteriosos assassinatos, que se mostra seu imitador.

Mas Jeanne impõe uma condição. Ela ajudará a polícia contanto que seu filho, o policial Damien (Fred Testot), participe e seja seu interlocutor. Como a polícia não tem pistas do criminoso, a oferta da Louva-a-Deus é aceita e ela é transferida para uma casa com total segurança. O filho fica reticente com relação a ter de encontrar novamente a mãe, que não vê há 25 anos. Para voltar a vê-la e levar adiante essa empreitada, Damien não quer que mais ninguém saiba que ele é filho da Louva-a-Deus, segredo que tem guardado para si, não contando nem mesmo para sua mulher Lucie (Manon Azem).

A trama é bem interessante, o suspense em cada cena segura a atenção e, afinal, temos uma serial killer, condenada à prisão e ao isolamento por matar oito homens, com crueldade assustadora. No entanto, e apesar dos pontos positivos, algo incomoda e não deixa que a série seja melhor do que se apresenta. Sim, o elenco deixa a desejar, com interpretações um tanto exageradas, um ponto fraco na produção, mas esse é um detalhe que é possível ser superado, não chegando a derrubar a série.

E, mesmo com esse porém, A Louva-a-Deus vale a maratona.

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A primeira semana do jornalístico Hora Um, da Globo, em novo horário, trouxe resultados positivos. Em São Paulo, a atração registrou 5 pontos de audiência e 38% de participação, um crescimento de 9% e de 3 pontos, respectivamente, em relação às quatro semanas anteriores. No PNT, o cenário é similar: 5 pontos de audiência e 48% de participação, um aumento de 13% e de 5 pontos, respectivamente.

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A TV Escola exibe, a partir de 3 de setembro, a sexta temporada de Deu a Louca na História, premiada produção da BBC. Os novos episódios estarão disponíveis antes da estreia, no site oficial da emissora, desde 27 de agosto (tvescola.org.br). Exibição será às segundas, 11h e 16h, com reapresentação às sextas.

 

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