"Vocabulário do jornalismo israelense"
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"Vocabulário do jornalismo israelense"

Ricardo Lombardi

11 de junho de 2008 | 07h01

Sugestão de leitura: o texto “Vocabulário do jornalismo israelense“, de Yonatan Mendel, publicado pela revista Piauí. Não estava disponível no site, mas depois que a nova edição foi lançada, foi liberado. Para quem acompanha o noticiário sobre o Oriente Médio, é um achado. “Os palestinos alegam, seqüestram e têm sangue nas mãos, enquanto as Forças de Defesa respondem, detêm e jamais cometem homicídios”, diz o destaque do editor. Mendel detalhe a idéia: “O Exército israelense nunca mata ninguém intencionalmente, muito menos comete homicídio – uma situação a qual qualquer outra organização armada invejaria. Mesmo quando uma bomba de 1 tonelada é jogada sobre uma densa área residencial de Gaza, matando um homem armado e catorze civis inocentes, inclusive nove crianças, ainda assim não são mortes intencionais nem homicídios: são assassinatos dirigidos. Um jornalista israelense pode dizer que os soldados das FDI atingiram palestinos, ou que os mataram, ou que os mataram por engano, e que os palestinos foram atingidos, ou foram mortos ou mesmo que encontraram a morte (como se estivessem procurando), mas homicídio está fora de cogitação. A conseqüência, quaisquer que sejam as palavras usadas, foi a morte, nas mãos das forças de segurança israelenses, desde o início da segunda intifada, de 2 087 palestinos que nada tinham a ver com a luta armada.”

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