"Ser paciente é questão de opção e treino"
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"Ser paciente é questão de opção e treino"

Ricardo Lombardi

23 de setembro de 2008 | 07h34

Outra sugestão de leitura: o texto “Haja paciência“, de Roberta De Lucca, publicado na revista Vida Simples. Para realizar a matéria, Roberta conversou com Esdras Vasconcellos, professor de psicologia da USP e da PUC-SP e diretor do Instituto Paulista do Estresse. Abaixo, um trecho do trabalho dela:

“A paciência, me diz ele, é uma atitude humanista. Ser paciente é entender e aceitar a si mesmo e aos outros, e uma virtude necessária para a vida equilibrada, serena. A definição é poética, envolvente, mas penso em como ser assim nos dias atuais. Questiono como é possível alcançar esse estado de espírito e comportamento, dentro dos padrões que exigem muito e oferecem tão pouco para o bem-estar individual. Dá para ser paciente com a pressão no trabalho? Com o caos dos centros urbanos? Com fila? Com as outras pessoas?

Claro que dá…. Desde que fique bem entendido que ser paciente é questão de opção e treino. Opção porque decidimos abrir ou não espaço para o que desperta impaciência. Aquele colega de trabalho que é meio devagar para achar um arquivo no computador, ou que raciocina meio segundo mais lento que você, pode, ou não, ser o motivo da sua impaciência – depende de como você reage à maneira de ele ser. Há pessoas com estrutura de personalidade não reativa e reativa. Há quem não se abale por pouca coisa e disponha de uma grande reserva de paciência dentro delas. Outras são predispostas à reação automática, na base do toma lá, dá cá. “A atitude da mente reativa deixa as pessoas impacientes”, afirma a psicóloga Bel César. Alguém age de maneira que o incomoda, sua resposta imediata é a defesa, o ataque, a irritação. Em suma, a impaciência. O segredo é saber como lidar com o processo reativo.”

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