Renato Janine escreve sobre "A Arte de Peidar"
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Renato Janine escreve sobre "A Arte de Peidar"

Ricardo Lombardi

07 de janeiro de 2010 | 06h23

peidarO sempre preciso Renato Janine Ribeiro escreveu, para o “Jornal de Resenhas”, a resenha do livro “A Arte de Peidar”, de Pierre-Thomas-Nicolas Hurtaut, um lançamento da editora Phoebus. O texto de Janine começa assim:

“Crianças soltam pum –a palavra bonitinha, infantil, suave. Ninguém com um mínimo de bom senso vai inibi-las, sobretudo se forem pequenas. Já adultos não devem fazê-lo em público. É mal educado. No entanto, o primeiro tratado importante sobre boas maneiras, talvez o único de seu porte escrito por um filósofo, o “Manual de Civilidade dos Modos de Meninos” (1530), de Erasmo, admite os flatos. O filósofo humanista manda não cuspir à mesa (nem na mesa, aliás), numa lista razoável de conselhos da boa educação. Mas, quando chega ao pum, diz que retê-lo não é bom, porque faz mal à saúde.

O que levou as pessoas educadas, desde meados do segundo milênio, a renunciar a uma série de atos espontâneos em sinal de respeito ao outro? E por que a renúncia a certos atos e não a outros? (…)”

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