Obituários e "a logística de fazer um morto"
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Obituários e "a logística de fazer um morto"

Ricardo Lombardi

25 de setembro de 2008 | 07h28

Uma sugestão para jornalistas, estudantes de comunicação e leitores de obituários: Bruce Weber (foto), que escreve obituários no New York Times — um dos jornais mais elogiados quando se trata desse gênero jornalístico — responde a perguntas enviadas pelos leitores. Dá para ler tudo aqui, em inglês (é grátis, mas o jornal pede cadastro). Uma frase dele que eu destaco: “The general outlook of the obituary department is that our articles are about lives that have been lived, not deaths that have occurred.” Sobre o mesmo assunto, recomendo uma matéria de Paula Scarpin sobre Willian Vieira, obituarista do jornal Folha de S.Paulo. Um trecho de “A logística de fazer um morto“: “Seu tipo favorito é o que ele classifica de personalidade B, ‘uma pessoa anônima, mas importante no seu meio’. Vieira se preocupa em equilibrar profissões e tipos de mortes: ‘Não posso aproveitar só políticos ou professores, ou só mortos em tragédias’, explica. Na sua seção, estrangeiros e celebridades não morrem. O obituário de um artista, por exemplo, costuma ser escrito por um repórter da Ilustrada, o caderno de variedades do jornal. Se o papa falecer, também não é problema dele.”