"Leis não fazem homens justos"
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"Leis não fazem homens justos"

Ricardo Lombardi

29 de setembro de 2008 | 07h19

Sugestão de leitura: o texto “Leis não fazem homens justos“, de Leonardo Trevisan, publicado no jornal O Estado de S. Paulo. É sobre o livro que Andrew Kirk escreveu a respeito do texto “Desobediência Civil”, de Henry David Thoreau. Um trecho:

“Os usos da frase ‘o bom governo é o que governa menos’ são diversos. Um convicto anarquista assinaria embaixo dessas palavras, embora um profundo neoconservador também o faria. Está aí uma boa confusão sobre o que é ‘idéia’ de governo, envolvendo o autor dessa frase. No auge da contracultura dos anos 1960, os estudantes norte-americanos carregavam retratos de Henry David Thoreau e pediam ‘desobediência civil’ contra a convocação para combater no Vietnã. Era uma correta escolha de ídolo.

Henry David Thoreau nasceu em 1817, em Concord, Massachusetts, e morreu em 1862. Estudou no Harvard College, escreveu muito, mas publicou só dois livros, um sobre sua cidade natal e Walden (ou A Vida na Floresta), um hino de respeito à Natureza. O que fez sua fama foi um pequeno ensaio, pouco mais que um folheto, Desobediência Civil, originalmente uma palestra feita em 1848. O motivo: o ineditismo de alguns conceitos, sendo o primeiro deles: ‘As leis nunca tornaram os homens mais justos’, acompanhado da premissa de que a função dos governos é mostrar ‘como os homens podem ter sucesso em oprimir’. O maior alvo da luta de Thoreau era enfrentar a escravidão, questão séria para a desenvolvida Região Norte dos EUA contra o latifundiário do Sul. O jornalista Andrew Kirk, em Desobediência Civil, de Thoreau, publicado pela Jorge Zahar Editor, retomou esse tema, reproduziu esse ensaio e reconstruiu o impacto histórico que Thoreau despertou em muita gente, de Gandhi a Martin Luther King.”