Crítico de arte explica beleza de Gisele Bündchen: "há nela um conjunto levemente desconjuntado, uma articulação inesperada de ossos longos e doces volumes; uma instabilidade que lembra o futebol de Rivaldo e Sócrates"
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Crítico de arte explica beleza de Gisele Bündchen: "há nela um conjunto levemente desconjuntado, uma articulação inesperada de ossos longos e doces volumes; uma instabilidade que lembra o futebol de Rivaldo e Sócrates"

Ricardo Lombardi

14 de agosto de 2009 | 14h31

“há nela um conjunto levemente desconjuntado, uma articulação inesperada de ossos longos e doces volumes”; uma instabilidade que lembra o futebol de rivaldo e sócrates”…

“a pele morena – a renegar a ascendência germânica- revela uma carne afeita aos prazeres sensíveis: a luz, o calor, a vida ao ar livre”…

“até mesmo suas sardas (meu jesus!) parecem existir apenas para realçar a humanidade do conjunto, que de outra maneira aproximaria perigosamente das divindades, que, como sabe, não existem”…

“kant afirmava que o juízo estético é desinteressado. com isso queria dizer que ao julgarmos uma flor ou uma obra de arte não estamos preocupados com sua existência real, com uma possível utilidade. afinal, seria um pouco demasiado querer montar o cavalo de napoleão pintado por david, ou trocar a água dos vasos de flores de manet. creio que, diante de gisele bündchen, kant vacilaria. o que não é o meu caso: reumático, 1,70 metro, calvo e meio torto, aqui é o observador que não existe. o que, infelizmente, dá na mesma.”

Texto de Rodrigo Naves, originalmente publicado no Jornal do Brasil, em 2002. Relembrado na Serrote. (Dica do 100 mililitros).

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