Comunismo de aparências
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Comunismo de aparências

Ricardo Lombardi

25 de agosto de 2008 | 07h30

De tanto ler matérias sobre o novo shopping de luxo de São Paulo – a maioria delas pouco interessante – lembrei de um ótimo texto que recortei e guardei, publicado pela Folha de S.Paulo há dez anos. Fucei no arquivo on line do jornal e achei. É uma reportagem de Armando Antenore, publicada num especial (foto) que se propôs a fazer uma espécie de balanço do primeiro mandato de FHC. O título: “Cenas de um shopping de luxo“. Vale a pena ler. Um trecho: “(…) Confundir é o verbo que, para o rapaz suburbano e a moça ‘high society’, melhor define o período FHC. O presidente agora reeleito se esforçou por consolidar no país uma espécie de democracia do consumo. Alardeou que, sob sua gestão, os muito pobres comeram mais frango (e, assim, se confundiram com os menos pobres). A classe média teve maior acesso a marcas e produtos que abastecem lares do Primeiro Mundo (globalizou-se e, assim, se confundiu com os ricos, desde sempre globalizados). A democracia do consumo produziu, então, o comunismo de aparências. (…)”. Bem atual, acho.

PS: No mesmo especial, o diretor de redação da Folha escreve uma “introdução à história sentimental do tucanato“. Recordar é viver.

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