Cigarros combinam com shows de rock
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Cigarros combinam com shows de rock

Ricardo Lombardi

09 de janeiro de 2009 | 06h07

Circular: “Não sou arredio em relação a nenhum ritmo, mas não abro mão de uma coisa: o volume tem que ser agradável. Outro dia, um barco ancorou na baía, bem em frente a minha casa, e ligou um bate-estaca no máximo para animar uma festa no mar. O cara só pode ter feito aquilo para anestesiar os convidados e evitar que percebessem que as músicas eram de quinta. Som nas alturas impede que as pessoas pensem. É algo que vai contra as leis da natureza. Ou alguém já ouviu um trovão durar cinco horas?

Há um tempo, fui ver os Titãs no palco. Perguntei ao Arnaldo Antunes onde o volume do show seria mais baixo. Ele me sugeriu que ficasse atrás do palco. Quando o grupo entrou, tremi. Ainda bem que, seguindo uma dica do Ritchie, cortei os filtros de dois cigarros o mais rápido que pude e enfiei um em cada ouvido. Cigarros combinam com shows de rock.” (João Donato, “O que aprendi“, na revista Piauí).

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