Cadê o editor de texto?
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Cadê o editor de texto?

Ricardo Lombardi

18 de junho de 2008 | 07h01

Sugestão de leitura para jornalistas e estudantes de jornalimo: o artigo “Tiraram o goleiro de campo“, de Luiz Weis, no Observatório da Imprensa. Weis repercute um texto de Lawrence Downes, publicado pelo New York Times, sobre “editores de texto”. Downes foi visitar o recém inaugurado museu de jornalismo, em Washington, e percebeu que a função de “editor de texto” praticamente não está representada por lá. Foi o suficiente para inspirar um comentário sobre a função. Weis reproduz uma boa definição de Downes: “Depois que as notícias acontecem no caos e confusão do mundo real, viajam pela mente de um repórter, pelo olho de um fotógrafo, antes de se transformarem em arquivo de computador e passar por múltiplas camadas de edição. Editores de texto são responsáveis pela transição final para um objeto de tinta sobre papel. Eles aparam palavras, corrigem gramática, pontuação e estilo, escrevem títulos e legendas. (…) Editores de texto são os últimos pares de olhos antes dos seus (…) São mais poderosos do que os revisores. Desembaraçam escritos retorcidos. São cirurgiões, removendo tumor de erros e irrelevâncias; são chefes de cozinha minimalistas, peneirando gordura.”

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