"As Vidas dos Artistas", de Calvin Tomkins, nos ajuda a compreender a arte contemporânea
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"As Vidas dos Artistas", de Calvin Tomkins, nos ajuda a compreender a arte contemporânea

Ricardo Lombardi

21 de dezembro de 2009 | 07h01

cindy

Sempre encrenquei (ainda encrenco) com os textos sobre artes visuais — especialmente arte contemporânea — publicados nas seções de cultura dos jornais e revistas. Acho que a maioria deles mais distancia do que aproxima o público não-iniciado dos artistas e de suas obras. Isto posto, recomendo um livro que acaba de ser lançado: “As Vidas dos Artistas“, de Calvin Tomkins. Entrou na minha lista dos melhores lançamentos do ano. Trata-se de uma coletânea de 10 perfis de artistas visuais escritos por Tomkins para a revista New Yorker. “Os perfis enfocam as trajetórias de Damien Hirst, Cindy Sherman, Julian Schnabel, Richard Serra, James Turrell, Matthew Barney, Maurizio Cattelan, Jasper Johns, Jeff Koons e John Currin. (…) Calvin Tomkins lança mão da biografia como uma maneira de compreender a obra dos criadores retratados no livro. Para o autor, a vida desses artistas é de tal forma parte de sua criação que não é possível dissociar uma da outra – uma vez que a arte é, entre outras coisas, a abordagem das questões humanas”, escrevem os editores. Claros, precisos, os textos são uma aula de bom jornalismo.

Tomkins escreve, no prefácio:

“Fazer arte é, ao mesmo tempo, mais fácil e mais difícil do que costumava ser. As mudanças radicais na arte e na sociedade que se iniciaram nos primeiros anos do século XX geraram um novo tipo de artista, cuja primeira obrigação era inventar ou descobrir uma nova identidade. […] A liberdade ilimitada do artista moderno tem sido um fardo interminável. Se a arte pode ser qualquer coisa, por onde começar?”

Abaixo, a abertura do perfil de Cindy Sherman mostra um pouco do estilo do autor. Acima, trabalho de Sherman que pesquei no site da Tate.

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