As crianças e seus superpais
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As crianças e seus superpais

Ricardo Lombardi

10 de novembro de 2008 | 06h31

Ótima reportagem publicada na nova edição da New Yorker foca no fenômeno dos “overparents”, ou superpais, cujos filhos geralmente encaram não só uma pesada agenda escolar mas também “um cansativo programa de atividades extracurriculares”, como aulas de tênis, de mandarim e de balé. A matéria informa que, antigamente, “overparenting” era simplesmente “mimar”. Hoje, a palavra ainda carrega esse significado — “sem regras para os filhos, muitos brinquedos” — mas outras duas questões mais complicadas foram incluídas no pacote: a primeira é a ansiedade dos pais. A outra é a “pressão para a realização” dos filhos. O repórter menciona que até mesmo a educação infantil tem acompanhado esse movimento: a “hora da brincadeira”, por exemplo, foi substituída pela leitura e pelo treinamento para desenvolver o raciocínio matemático da garotada. Vários livros sobre o tema aparecem como fonte: em “A Nation of Wimps: The High Cost of Invasive Parenting“, Hara Estroff Marano, que é editora da Psychology Today, diz que a Baby Einstein, uma subsidiária da Walt Disney Company, quer vender não apenas o CD Baby Mozart, mas também o Baby Beethoven, ambos “disponíveis também em DVD”. Parece mesmo um nicho de mercado lucrativo. Outros títulos que podem interessar: “Under Pressure: The New Movement Inspiring Us to Slow Down, Trust Our Instincts, and Enjoy Our Kids”; “Men to Boys: The Making of Modern Immaturity“; e “The Price of Privilege”. Bom tema.

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