As 40 melhores entrevistas da "RS"
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As 40 melhores entrevistas da "RS"

Ricardo Lombardi

05 de agosto de 2008 | 07h23

Muita gente já deve ter lido sobre isso, mas como só hoje consegui abrir alguns dos meus emails de julho (eu estava parcialmente em férias) posto com atraso: o livro “Rolling Stone – As melhores entrevistas da revista Rolling Stone” será lançado este mês, segundo informa a assessoria de imprensa da editora. “Deverá ser destaque no estande da editora Larousse do Brasil na Bienal de São Paulo”. “Quarenta das melhores entrevistas da história da revista foram selecionadas em um único volume”. Alguns trechos:

“E se eu tivesse dito isso quando era um rapazote? Se eu tivesse dito para mim mesmo: ‘Um dia desses, você vai passar sem nem mesmo pensar que seu nariz é o maior do mundo, cara’ – sabe, eu teria provavelmente rido à beça. Era gigante. Na época, foi o motivo porque fiz tudo. Foi o motivo porque toquei guitarra – por causa do meu nariz. A razão pela qual escrevi músicas foi por causa do meu nariz. (PETE TOWNSHEND)

Costumava adorar olhar o sol. É ruim para os meus olhos, mas eu gosto. Costumava adorar olhar a lua à noite. Eu saía para o quintal e ficava observando-a. Aquilo me fascinava pra caramba. E outra coisa que me fascinava muito, mas assustava a maioria das pessoas, era a luz. Quando eu era moleque, achava muito bonito. Qualquer coisa brilhante, qualquer brilho. Eu, provavelmente, devo ter sido um piromaníaco, ou qualquer coisa assim. E havia as cores. Eu era louco pelo vermelho. Sempre achei uma cor linda. Eu me lembro das cores básicas. Não sei nada a respeito de licores coloridos – não sei que diabo é isso. (RAY CHARLES)

Oh, sim. John Lennon era definitivamente meu Beatle favorito. Não sei quem escreveu quais partes das canções, mas Paul McCartney me deixa constrangido. Lennon obviamente era perturbado (risos). E eu me identificava com isso. (KURT COBAIN)

Algumas vezes eu conseguia empregos abrindo shows para outras bandas. O The New York Dolls tocava com três ou quatro bandas que você nunca tinha ouvido falar, e eu tinha que abrir a noite inteira. Ninguém queria me ver. Eu não tinha microfone. Eu apenas gritava minha poesia. E os caras falavam: ‘Vá arrumar um emprego! Vá lavar panelas!’. (PATTI SMITH)

Mick precisa impor as coisas. Quer controlar. Para mim, a vida é como um animal selvagem. Você espera conseguir lidar com ela, quando ela pula em cima de você. Essa é a grande diferença entre nós dois. Ele simplesmente não consegue ir dormir sem escrever o que precisa fazer quando acordar. Eu só espero conseguir acordar, e não é nenhum desastre. (KEITH RICHARDS)

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