A monga segue aterrorizando
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A monga segue aterrorizando

Ricardo Lombardi

03 de novembro de 2008 | 06h27

A reportagem “O primitivo efeito do susto“, de André Seiti, publicada na ótima revista Continuum Itaú Cultural, reavivou lembranças da minha infância: “A Monga, antiga atração de parques de diversão, segue aterrorizando o público com enredo e artimanhas que superam alguns clássicos filmes de terror”, diz o destaque do editor. Um trecho da matéria:

“Sempre seguindo um roteiro simples (e infalível), a atração continua a despertar a curiosidade e a fascinação de milhares de pessoas por dia. ‘A magia da Monga está na velha fórmula da bela e a fera’, conta Espeche. ‘O público se solidariza com a moça bonita ao mesmo tempo que a teme. É um contraste grande.’ No entanto, solidariedade foi o que faltou para com a verdadeira Julia Pastrana, a mulher que inspirou a atração da Monga. Provavelmente descendente de índios mexicanos, Julia nasceu em 1834. Portadora de uma doença rara, a hipertricose, que fazia nascer pêlos por todo o corpo, a garota foi ‘descoberta’ pelo comerciante Theodor Lent, que a exibia em circos de horror pelos Estados Unidos e pela Europa, na primeira metade do século XIX. Julia morreu aos 26 anos devido a complicações no parto. Seu filho, que também sofria da doença e era fruto do casamento com o comerciante, sobreviveu apenas três dias. Mas isso não foi problema para o espírito empreendedor e nada oportunista de Lent: ele mandou mumificar a esposa e o filho para prosseguir com seu espetáculo. Hoje, as múmias estão no Instituto Forense de Oslo, na Noruega. (Em tempo: Lent morreu em 1880, em um hospício.)”

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