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A crise das jornalistas

Ricardo Lombardi

22 de maio de 2014 | 14h13

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Sugestão de leitura: o texto “A crise das jornalistas“, de Carla Rodrigues, publicado no blog do Instituto Moreira Salles. Um trecho:

“Até a semana passada, as redações de dois grandes jornais do mundo – The New York Times e Le Monde – eram pela primeira vez comandadas por mulheres. A ascensão parecia ser a natural chegada aos cargos de chefia em uma profissão há décadas marcada pela majoritária presença feminina (no Brasil, as mulheres são

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dos profissionais em atividade). Jill Abramson e Natalie Nougayrède, respectivamente, perderam seus inéditos postos de diretoras de redação por alegações muito semelhantes: estilo de gestão. Sobre a americana, o noticiário é farto em adjetivos negativos. Falta de habilidade, arbitrariedade, comunicação inadequada e destrato dos colegas. Ficou três anos no cargo. Da francesa não se diz nada melhor. Dura, autoritária, gestora ineficiente, caiu menos de um ano depois de eleita e após a redação ter mergulhado em grave crise. Na carta de demissão, Natalie alega que a vontade de alguns editores de “reduzir drasticamente as prerrogativas do diretor do jornal é incompatível com sua missão”.

A web está coalhada de textos discutindo a atitude sexista na demissão das duas. Apesar dos indicadores de maioria, as redações, como todas as grandes empresas, são ambientes marcados pela hierarquia sexual do trabalho. (…)”.

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