"A cidade das coisas perdidas"
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"A cidade das coisas perdidas"

Ricardo Lombardi

02 de julho de 2008 | 07h17

Da mais recente edição da Piauí, que acabo de receber, recomendo a reportagem “A Cidade das Coisas Perdidas“, de Vanessa Barbara, que está com link aberto no site. É sobre a estação rodoviária de São Paulo, que fica na Marginal Tietê. Um trecho da apuração precisa de Vanessa: “Nos corredores do terminal, 100 mil cafezinhos e 12 toneladas de pão de queijo são consumidos por mês, 300 quilos de chiclete desgrudam-se do chão a cada grande faxina e 60 mil passageiros vão e vêm, a cada dia. Todo mês, 1,4 milhão de créditos telefônicos são consumidos nos orelhões, o que equivale a 46 mil horas de conversa ou 84 milhões de “alôs” repetidos à exaustão. São 63 lojas e onze quiosques, 650 quilowatts de energia por hora, 9 milhões de litros de água e 1 mil quilômetro de papel higiênico (dentro ou fora dos cestos de lixo). Ao todo, 1 806 funcionários trabalham em três turnos: 445 na administração, 346 nas lojas, quatro mocinhas no balcão de informações e a filosófica atendente Rosângela, que odeia quando não olham para ela e lhe cospem ordens, números ou interrogações sem sentido.” Me lembrou o começo de um ótimo texto de Gay Talese sobre Nova York, que está em “Fama e Anominato”. Muito bom.

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