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Toro Y Moi e Gary Clark Jr. abrem os trabalhos no segundo dia de Lollapalooza

Daiane Oliveira

30 de março de 2013 | 16h27

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Roberto Nascimento – O Estado de S.Paulo

Ventos psicodélicos e hipnóticos envolveram a plateia sob o sol de São Paulo no início do segundo dia de Lollapalooza, quando Chaz Bundick e seu Toro Y Moi inauguraram o palco principal. O disco é novo e o show aprimorado. Toro Y Moi abriu os trabalhos interpretando seu chillwave (gênero de estética narcótica, calcado em acordes espaçosos, devaneios reverberados e disco funk)  uma versão mais lapidada do que o esperado.

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A banda esteve por aqui em 2011, quando sofreu com a péssima equalização sonora do festival Planeta Terra. Dois anos depois, amparados pelo melhor sistema de som do Lolla, ouvimos finalmente o que eles tinham a dizer. O amadurecimento natural da banda mostra canções mais afiadas, interpretadas com ênfase precisa nos ritmos: psicodelia editada para que reste somente o necessário. Mostrou canções mais lapidadas, interpretadas com foco: psicodelia editada para que somente o necessário impulsione a viagem. Entretanto, o balsamo canabinoide de Toro Y Moi agrada, mas tende a cair na mesmice após algumas músicas. Seria interessante ouvir uma canção seca, sem ondas intergalácticas de sintetizadores oitentistas.

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No palco alternativo, o guitarrista Gary Clark Jr., discípulo de Hendrix e Stevie Ray Vaughan, fez o show mais clássico do festival. Trata-se de um mestre que toca como os mestres, um Jascha Haifetz do rock, com riffs incendiários na manga, que em vez de Beethoven, nos traz perfeitas releituras no idioma de Jimi. Em frente a um solo de barro seco, relembrou o DNA primordial de toda as bandas do Lolla.

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