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Farofa adolescente do Simple Plan fecha o New Stage

Ana Clara Jabur

15 de novembro de 2011 | 00h35

Pedro Antunes – Jornal da Tarde

Parecia uma grande micareta, com caipirinhas e sujeitos rebolando no palco. Mas ao invés de É o Tchan, ou do Babado Novo, no palco estava o grupo canadense Simple Plan.  Uma grande farofada de música emo pop, com os músicos batendo palminhas na ponta do palco. O dançarino Jacaré certamente faria melhor.

Com um atraso considerável de 45 minutos, a banda subiu no palco ao som de Shut Up, seguida pela saltitante (dã) Jump. O público era majoritariamente feminino – ao menos eram elas que mais gritavam – e jovem. Afinal, Stone Temple Pilots e Alice In Chains se apresentavam nos palcos principais.

O fato é que o Simple Plan sabe como agradar. Usam e abusam de uma fórmula que já foi mais do que gasta: refrões fortes, com frases prolongadas nas últimas notas, uso do backing vocal para reforçar a melodia na cabeça, linhas de guitarra  crescentes e decrescentes. Pronto, você tem uma música pop. E, com pitadas de composições com coração partido, você fez uma música do Simple Plan!

Evidentemente, a banda tem um público fiel que, em dia de grunge e rock dos anos 90, foi até Paulínia para presenciar menos de uma hora de show de seu grupo preferido. E o Simple Plan não decepcionou essas pessoas.

O show era previsível, sim, igualzinho ao que eles já fizeram das outras vezes. Mas, para aquelas meninas (lembrando da maioria feminina), nada disso parece importar.

Com o atraso, a banda precisou apressar um pouco as coisas e começou a deixar músicas previamente selecionadas de fora do set.

O interessante é que a banda, que uma vez já foi classificada de emocore, deixou de executar algumas de suas odes à síndrome de coração partido, como Untitled (How Could This Happen to Me?) e Don’t Wanna Think About You.

A farofa veio com um medley esquisitíssimo de Fuck You (do Cee Lo Green), Dynamite (Taio Cruz) e Raise Your Glass (P!nk), enquanto o vocalista Pierre Bouvier pedia mais caipirinhas para o barman que estava instalado dentro do palco.

Em outro momento, uma menina ganhou o baixo de David Desrosiers por usar uma camista “cool”, segundo ele.

Depois da sequência arrebatadora de Welcome To My Life e Anything, a banda deixou o palco. Mas voltou para o bis, com uma versão semi-acústica de Perfect, maior hit do grupo do disco  No Pads, No Helmets…Just Balls, de 2001. E o palco que já teve a explosão louca de Courtney Love se despediu do palco com o hardcore piegas do Simple Plan.

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