Série documental do GNT segue a vida de cantoras brasileiras de sucesso fora dos palcos
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Série documental do GNT segue a vida de cantoras brasileiras de sucesso fora dos palcos

O Estado de São Paulo

12 Novembro 2018 | 12h33

Por Pedro Rocha, especial para o Estado

Elas reúnem multidões com uma agenda que passa dos 20 shows por mês. Fizeram sucesso num ambiente sempre dominado pelos homens. Os novos nomes femininos da música sertaneja e popular brasileira agora são o tema de um “doc-reality”, Autênticas, que estreia no canal pago GNT nesta segunda-feira, 12.

Autênticas acompanha os bastidores das carreiras de mulheres de sucesso, Marília Mendonça, Maiara & Maraísa, Naiara Azevedo, Paula Fernandes, Paula Mattos e Solange Almeida. “Queremos mostrar a força feminina na música, principalmente sertaneja”, diz a diretora-geral do programa, Joana Mazzucchelli. “Fomos atrás de nomes que estavam fazendo bastante shows.”

A série documental, com traços de reality show, foi gravada este ano, ao longo de quatro meses. Várias equipes de gravação se dividiram para dar conta da complicada agenda de cada uma delas. Ao mesmo tempo, conta Mazzucchelli, haviam gravações acontecendo de Goiânia à Lisboa. “Foi um desafio, vivemos um pouco do que elas vivem, essa vida sem rotina, cada dia num lugar, num palco diferente”, afirma a diretora, que brinca. “Descobri que não nasci para ser cantora.”

Naiara Azevedo em cena de ‘Autênticas’, série documental do GNT. Foto: Márcia Alves

Os 20 episódios, que serão exibidos no GNT às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, seguem a mesma lógica, e mostram acontecimentos simultâneos, sem se dedicar exclusivamente a uma das personagens. “A narrativa é cronológica, vamos mostrando as coisas à medida que vão acontecendo, seja o início da turnê nova da Paula Fernandes ou um ensaio fotográfico.”

Lado humano

Para Mazzucchelli, o mais importante da série é mostrar um lado diferente de cada uma das cantoras, que o público não vê nos shows. “Nem tudo é o que vemos no palco. Coisas deram certo e errado. Durante o período, por exemplo, a Maiara perdeu a voz”, diz a diretora. “Mostramos como elas lidam com as dificuldades e expectativas, o lado humano delas.”

A cantora Naiara Azevedo, uma das personagens do documentário, concorda. “A série vai ser legal para mostrar para as pessoas que nem tudo é bonito como elas veem nos shows”, afirma a artista. “Nós temos problemas de família, TPM, várias dificuldades logísticas, coisas que acontecem longe dos palcos.”

Mazzucchelli revela que as cantoras foram convidadas para participar de algumas entrevistas, durante as filmagens, e o resultado foi grande reflexão sobre como elas têm lidado com suas próprias carreiras. “Vemos elas fazendo uma análise nesses entrevistas. Muitas não se dão conta do que está rolando e têm um momento de se perguntar ‘espera, o que está acontecendo’. Há uma auto reflexão.”

Outro ponto importante da produção, de acordo com a diretora, é analisar o tamanho do sucesso dessas mulheres num cenário que sempre foi muito masculino, como a música sertaneja. “Mostramos também um pouco dessa visão. Elas conquistaram um espaço e foram bem aceitas num ambiente muito masculino”, acredita Joana. “Elas quebraram barreiras.”

Para Naiara Azevedo, é importante falar sobre a luta delas para chegar onde estão. “É importante para mostrar que tudo é possível, desde que a gente se empenha. Existem lutas e dificuldades, mas também existem as vitórias.”

Relacionamento com os fãs

Parte do sucesso das cantoras de música sertaneja vem da chama “sofrência”, canções que falam sobre as dores do amor. Segundo Mazzucchelli, os bastidores das músicas serão mostrados no programa, assim como a reação dos fãs. “As pessoas vão nos shows para chorar, pela sofrência, parece uma catarse coletiva.”

A conexão das cantoras com os seus seguidores também é pauta da série, já que há uma proximidade muito grande. “Elas têm um relacionamento muito íntimo com os fãs. Num episódio, a Maiara ganha um manual de como se comportar com eles”, explica a diretora.

Os episódios finais ainda estão em edição, mas Mazzucchelli já pensa numa segunda temporada. “A ideia da série cria inúmeras possibilidades.” Para ela, a convivência com as cantoras fez com que crescesse dentro de si uma admiração por elas. “Você vê uma delas compondo uma música e depois torce junto pelo sucesso, é inevitável”, elogia. “A entrega delas é absoluta.”

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