Rodrigo Santoro e Antonio Banderas estrelam filme sobre mineiros soterrados no Chile
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Rodrigo Santoro e Antonio Banderas estrelam filme sobre mineiros soterrados no Chile

O Estado de São Paulo

05 de agosto de 2015 | 15h44

Uma história incrível de sobrevivência deu a volta ao mundo e chega aos cinemas com Antonio Banderas como ator principal, mas seus verdadeiros protagonistas, os 33 mineiros do Atacama, mostram-se insatisfeitos antes da estreia da produção de Hollywood, nesta quinta-feira, 6, no país.

Cinco anos depois do deslizamento que prendeu os trabalhadores a mais de 600 metros de profundidade, no fundo de uma velha mina no árido deserto chileno, a esperada estreia do filme encontra seus protagonistas reais insatisfeitos pelos direitos de sua incrível história.

Os 33, dirigido pela mexicana Patricia Riggen e protagonizado pelo espanhol Antonio Banderas e a francesa Juliette Binoche, além do brasileiro Rodrigo Santoro, terá sua estreia mundial no Chile em 6 de agosto. No domingo passado, aconteceu a pré-estreia em um cinema de Santiago.

Rodrigo Santoro e Antonio Banderas estrelam filme sobre mineiros soterrados no Chile

“Não vou participar desse show”, disse à AFP o mineiro Luis Urzúa, chefe de turno naquele 5 de agosto de 2010, quando um deslizamento o prendeu junto a seus companheiros no fundo da mina San José, na cidade de Copiapó, em pleno deserto do Atacama, no norte do Chile.

A história parecia se encaminhar para mais uma tragédia. Durante 17 dias nada se sabia sobre eles, e quando a esperança estava prestes a acabar, uma pequena mensagem de vida do fundo da mina, em que afirmavam estar todos bem, provocou uma reviravolta épica na história. Após 69 dias todos foram resgatados sãos e salvos em um final feliz que comoveu o mundo.

Poucas semanas depois de serem resgatados, em 13 de outubro de 2010, os 33 mineiros fizeram um acordo para ceder os direitos de sua história para um filme e um livro.

Há poucas semanas, grande parte dos mineiros e suas famílias tiveram a oportunidade de assistir o filme. Houve choro e muitos conseguiram se reconhecer na tela grande, nas atuações de atores como Rodrigo Santoro, Adriana Barraza, Kate del Castillo, Gabriel Byrne, Mario Casas, Juan Pablo Raba, Tenoch Huerta e Alejandro Goic, entre outros.

“O filme é forte. Para nós mineiros foi difícil assistir, porque fomos lembrando de tudo. Alguns choraram”, disse Barrios.
“É muito próximo da nossa história. Às vezes se diz que os filmes não refletem o que aconteceu na vida real, mas este não. É bem próximo”, acrescentou. “Está extraordinário, lindo. Nos deixa muito bem como país”, afirmou Mario Sepúlveda.

O filme, produzido pelo americano Mike Medavoy – indicado ao Oscar em 2011 por “Cisne Negro”, com Natalie Portman – foi rodado em 2014 em uma mina de sal na região colombiana de Mecomón e no deserto chileno.

A produtora Alcon Entertainment comprou os direitos de distribuição do filme nos Estados Unidos, onde a estreia está programada para 13 de novembro.

“A equipe dos 33 é a maior e mais bela que existiu. Agora que estupidez e dinheiro nos separem é outra coisa”, disse Mario Sepúlveda.

Mas o mineiro lembra: “Para saber a verdade sobre os 33 tem que se fazer uma série, porque cada companheiro tem sua própria história, cada um a viveu de sua própria forma”. (AFP)

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