Phillip Phillips é caso de polícia
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Phillip Phillips é caso de polícia

Eliana Souza

21 Setembro 2013 | 22h01

Julio Maria

Muito difícil alguém tirar de Phillip Phillips o troféu de pior show do ano. Sua presença no festival é injustificável, o maior equívoco das duas últimas edições do evento. Quando tenta divertir, constrange. Quando quer ser autoral, não tem vibração. Serviu para o público que não fica no gargarejo descansar, deitar na grama sintética e ir buscar um lanche. Mas seria apenas um artista fraco, mal escalado, se não tivesse cometido dois crimes inafiançáveis com Thriller, de Michael Jackson, e com Let’s Get it On, de Marvin Gaye. Phillips maltratou os dois santuários até o limite, cantando tudo desafinado, desmanchado, um terror.

Pior show do Palco Mundo insulta Michael Jackson e Marvin Gaye

Artista sem marca própria, usa a cena folk inglesa muitas vezes como inspiração. Soa às vezes Munford & Sons piorado, um Dave Matthews amorfa. Seu mérito é tocar o violão de aço com afinação aberta, algo que faz bem. E só. A plateia foi generosa até quando pode, colocando os braços ao alto. Mas a farsa era demais para ser suportada por 60 minutos. Todo mundo cansou e Phillips saiu tarde do palco. Deveria sofrer uma ação coletiva da família e de todos os fãs de Michael Jackson e de Marvin Gaye.

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