Para Roberta Medina, problemas no 1º dia foram pontuais
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Para Roberta Medina, problemas no 1º dia foram pontuais

Radar Cultural

24 de setembro de 2011 | 00h19


Roberta Pennafort

Apesar de problemas técnicos, a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, avalia positivamente a primeira noite do festival. “A gente nunca está 100% satisfeita, mas até que para um primeiro dia, depois de tantos anos e meses no papel, está tudo muito bem”, disse, em conversa com o Estado no fim do show de Katy Perry, quando o público presente, segundo ela, já estava perto de 100 mil pessoas (até às 19h, eram 45 mil pessoas, também segundo os dados oficiais).

Ela disse que a organização entrou em contato com a Fetranspor, federação das empresas de ônibus, quando se soube que passageiros que não haviam comprado antecipadamente o RioCard especial, que dá direito a desembarcar a 250 metros da Cidade do Rock, puderam embarcar no meio do caminho e seguir viagem em pé, ao custo de R$ 20 (o preço normal era R$ 35, ida e volta). “Os motoristas começaram a negociar e houve várias confusões.”

A boa notícia, segundo ela, é que o trajeto até a Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, não complicou o trânsito no restante da cidade, e também que as linhas regulares de ônibus não tiveram problemas. Relatos do público, no entanto, dão conta de engarrafamentos na zona sul e na Barra, e de apertos nos ônibus, que viajaram superlotados em alguns casos.

O atraso no Palco Sunset, de cerca de 50 minutos, não foi considerado longo (teria ocorrido, segundo Roberta, porque os carros dos artistas tiveram dificuldade de acessar a Cidade do Rock). “O que importa é que as pessoas estão superfelizes”, comemorou Roberta.

Sobre as filas nas lanchonetes, ela relativizou. “Parece que eles tiveram um início de operação lento. Mas não foi nada de anormal.” Numa das bases, próxima à Rock Street, entre chegar à fila e sair com o sanduíche levava-se, às 22 horas, mais de 40 minutos. Na perto da área vip, um pouco menos. Um funcionário do caixa chegou a interromper o atendimento, dizendo com fome e sede e trabalhando além do horário combinado. “Eu não tenho autorização para comer nem beber nada aqui”, lamentou, entre sanduíches de R$ 10.

Antes do início do show de Elton John, Roberta Medina contou que foi o cantor britânico quem pediu para trocar de horário com Rihanna, que fechará a noite. “Não sei se foi por superstição, mas em Lisboa (no Rock in Rio na cidade) ele fez a mesma coisa. Até estranhei ele ter demorado a pedir”.

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