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Odd Future leva polêmica ao palco indie

Ana Clara Jabur

12 de novembro de 2011 | 20h21

Roberto Nascimento – O Estado de S. Paulo

Paulínia

Nuvens negras pairavam como abutres sobre o SWU, ameaçando uma calamidade, quando o coletivo de rap Odd Future tomou posse do palco indie. O tom sombrio das batidas, a visceralidade das rimas, a angústia adolescente catalisada com ódio arregaçaram com o marasmo da programação. A cada grito horripilante do coletivo californiano, a pequena muvuca que se formara em frente ao palco ia ao delírio. Formavam “mosh pits” como se estivessem em um show de heavy metal. Gritavam os refrões subversivos (“Eu sou um radical! Mate gente, queime as coisas, f… com a escola”), como se estivessem no meio da Gaviões.

É subentendido que Tyler, the Creator é o líder do Odd Future. O rapaz é o cérebro por trás das batidas e o único com disco solo (Goblin, lançado este ano). Mas, ao vivo, a presença de palco é democrática e os rappers se alternam, como a laranja mecânica holandesa, sob os holofotes. As letras do Odd Future são polêmicas. Falam barbaridades sobre sexo, religião, mulheres. Chegam a ser escatológicas, assim como nos videoclipes. Mas a obra também vai destemida ao âmago de jovens disfuncionais. O curioso é que pouco das letras é compreendido pelo público brasileiro. Mas a mensagem subversiva não deixa de ser transmitida.

Ao comando de Tyler, que pula como um hooligan em uma rebelião, os fãs se debatiam. Clamavam até (cantando “Free Earl”) pelo famoso Earl Sweatshirt, o integrante do Odd Future que foi mandado a um reformatório depois que sua mãe ouviu as músicas do grupo. A poeira subiu e formou-se um gesto rebelde que certamente fará falta no desenrolar do festival.

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