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O parque de diversões começa a ficar grande demais

Eliana Souza

13 Setembro 2013 | 23h01

Julio Maria

Quando Roberto Medina percebeu que fazer um Rock in Rio de dois em dois anos não seria fácil, mudou o conceito do festival. Em vez de centrar tudo no palco e segurar a marca com grandes nomes, fez seu festival que antes era só de música virar um parque de diversões. Os prós dessa decisão são visíveis. Um evento que antes era procurado só por fãs de bandas passou a receber famílias. Para entrar não é mais preciso ser especialista em música, basta querer se divertir. Mas agora, os contras também começam a surgir.

A tirolesa que passa em frente ao Palco Mundo ficou maior do que deveria. É uma atração à parte, tão procurada, ou às vezes mais, do que o Palco Sunset. Quando a espera chegou a seis horas de duração, no final da tarde de sexta, a produção decidiu encerrar o brinquedo, e revoltou muita gente.

Natasha Ribeiro, 24 anos, estava na fila havia quatro horas quando a reportagem chegou para conversar com ela. Para dar um sobrevoo de 20 segundos, ela sacrificou um dia inteiro de show. “Eu não sabia que ficaria quatro horas por aqui. Só vou poder dizer se valeu a pena quando chegar do outro lado.” Mesmo dançando e assistindo aos shows do Palco Mundo pelo telão, ela tinha certeza de ter perdido um dia em uma fila. “Perdi. Mas vou voltar outras três noites.” Ao seu lado, Rafael Vaz, 24 anos, registrava sua indignação em tom de denúncia. “Existe uma entrada vip para convidados curtirem a tirolesa. Ou seja, a gente fica aqui 4 horas e a produção a todo momento passa gente na frente. É um absurdo.” Os dois falaram ainda que, em determinado momento, a fila ficou parada por uma hora porque faltou fichas para que as pessoas pudessem preencher, assinando uma espécie de termo de responsabilidade por algo que poderia acontecer com elas durante o trajeto. A produção do brinquedo não sabia informar se a atração voltaria a abrir filas por volta das 20h de ontem.

Do outro lado do parque, duas irmãs pareciam bem mais tranquilas, na fila da Roda Gigante. “A gente está aqui pela Beyoncé. Até lá, é ótimo poder ter esses brinquedos”, dizia Bianca Castro, 22 anos. Vanessa, sua irmã, queria ver David Guetta. “Nem era algo necessário (a presença dos brinquedos), mas já que estão aqui…”

A produção proibe crianças de até 3 anos na Roda Gigante, menores de 14 anos na tirolesa  e menores de 8 anos no turbo drop e na montanha russa. O parque de diversões da Cidade do Rock tem ainda uma medida pouco popular com relação à tirolesa. Só permite, por questões de segurança, pessoas com pesos entre 50 quilos e 115 quilos.

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