O melhor show que ninguém viu
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O melhor show que ninguém viu

Eliana Souza

20 Setembro 2013 | 16h58

Jotabê medeiros

Solitário no telhado de uma casa de cenário, na Rock Street, o cantor irlandês Ciaran Gribbin protagonizou um momento lilliputiano para apenas umas 500 testemunhas hoje na Cidade do Rock. Com um violão e uma drum machine, debaixo de um guarda-sol, o músico destilou algumas canções do INXS, como Never Tear Us Apart, e covers, como Lonely Boy, do Black Keys, e fez um show extraordinário.

Gribbin canta muito, e seu set delicado e intimista de 50 minutos, dentro do gigantismo do festival, foi um contraponto precioso. Sua pegada é antifolk, apesar do clima acústico, e o arredondamento pop é um dos seus méritos. Ele foi o último vocalista da banda INXS (cujo líder original, Michael Hutchence, se matou em 1997). Também é um dos três compositores de Celebration, de Madonna (os outros são Paul Oakenfold e Ian Green). Tocou com Paul McCartney e tem notável estatura vocal, além de presença de espírito.

Gribbin disse ao seu pequeno público, que entrava para ver o Bon Jovi, que iria chamar um tradutor para ajudá-lo. Veio um rapaz, como aqueles assistentes do Silvio Santos, e parecia que ia dizer alguma coisa. Mas o irlandês o interrompeu e disse, em português claro: “Eu amo vocês”.

A presença de Gribbin no telhado tinha um sentido cultural: ele tocou no roof da loja VisitBritain, na Rock Street do Rock in Rio, que é uma via inspirada na Grafton Street de Dublin, Irlanda.

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