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O luau de Michael Franti

Ana Clara Jabur

12 de novembro de 2011 | 17h27

Roberto Nascimento
A lista de clichês foi longa no show de Michael Franti. O cantor de pop reggae, que faz um tipão hippie de Araial d’ Ajuda (cabeleira ensebada, pés descalços,  tatoos apagadas) tocou Bob Marley, Nirvana, ensaiou um batuque de samba (com coro de olê olê olá) e terminou lembrando o público do SWU que o mundo está de olho no Brasil. Mesmo nas canções originais, Franti não poderia ser mais óbvio. A voz e o violão de um luau em Arraial, acompanhados por uma banda de reggae, lembram uma mistura de Jason Mraz com U2. As melodias são pobres, açucaradas sem a menor vergonha, feitas para enganar os ingênuos. Como se não bastasse, Franti ainda desafina em semitons gritantes, como fez em Could You Be Loved, de Marley.

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