No Japão, cães robôs fora de uso têm direito a funeral tradicional
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No Japão, cães robôs fora de uso têm direito a funeral tradicional

O Estado de São Paulo

26 Abril 2018 | 13h56

Incensos e sutra recitado por um monge: os funerais rituais e tradicionais no Japão também são respeitados em um templo a leste de Tóquio para o adeus a uma centena de cães-robô.

Alinhados em frente ao coro do secular templo de Kofukuji, na cidade de Isumi (Chiba), os 114 robôs são modelos mais antigos do famoso cachorro Aibo lançado pela Sony em 1999. Fora de uso e sem possibilidade de reparo, eles precisaram ser descartados por seus donos.

A fumaça dos incensos enche o templo enquanto um monge recita sutras, rezando por uma transição pacífica das almas dos mortos.

No Japão, cães robôs têm direito a funeral tradicional (foto: Nicolas Datiche/ AFP)

No Japão, cães robôs têm direito a funeral tradicional (foto: Nicolas Datiche/ AFP)

Fugindo à tradição, um pequeno robô explica o que espera os cães após a cerimônia.

Os proprietários não estão presentes, mas cada um enviou uma carta indicando o nome do seu antigo animal de estimação e contando memórias compartilhadas com ele.

“Sinto-me aliviada por saber que haverá uma oração pelo meu AIBO”, diz uma dessas cartas, enquanto em outra, um proprietário escreveu: “Eu chorei quando tomei o decisão de dizer adeus”, acrescentando: “por favor, ajude outros AIBOs”.

Incensos e sutra recitado por um monge: os funerais rituais e tradicionais no Japão também são respeitados em um templo a leste de Tóquio para o adeus a uma centena de cães-robô.

Alinhados em frente ao coro do secular templo de Kofukuji, na cidade de Isumi (Chiba), os 114 robôs são modelos mais antigos do famoso cachorro AIBO lançado pela Sony em 1999. Fora de uso e sem possibilidade de reparo, eles precisaram ser descartados por seus donos.

A fumaça dos incensos enche o templo enquanto um monge recita sutras, rezando por uma transição pacífica das almas dos mortos.

Fugindo à tradição, um pequeno robô explica o que espera os cães após a cerimônia.

Os proprietários não estão presentes, mas cada um enviou uma carta indicando o nome do seu antigo animal de estimação e contando memórias compartilhadas com ele.

No Japão, cães robôs têm direito a funeral tradicional (foto: Nicolas Datiche/ AFP)

No Japão, cães robôs têm direito a funeral tradicional (foto: Nicolas Datiche/ AFP)

“Sinto-me aliviada por saber que haverá uma oração pelo meu Aibo”, diz uma dessas cartas, enquanto em outra, um proprietário escreveu: “Eu chorei quando tomei o decisão de dizer adeus”, acrescentando: “por favor, ajude outros Aibos”.

Ao longo dos anos, mais de 150.000 cães foram vendidos. Mas em 2006, diante das dificuldades financeiras, a Sony parou de fabricar o robô Aibo.

O grupo manteve um reparo “clínico” até 2014, antes de encerrar essa atividades, deixando os proprietários desses cães sem ajuda em caso de problemas.

Para seu alívio, antigos engenheiros do grupo assumiram a criação da A FUN.

Se em janeiro a Sony revelou uma nova versão de seu famoso robô canino, conectado e desta vez com inteligência artificial, não relançou o serviço de reparação de seu ancestral do século 20.

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