‘Negão é o teu passádis’
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‘Negão é o teu passádis’

Gabriel Vituri

07 Abril 2011 | 16h28

Flamenguista, do Morro da Cachoeirinha, no Rio, Antônio Carlos Bernardes Gomes faria hoje 70 anos se estivesse vivo. Humorista, amplamente conhecido pelos “Trapalhões”, Mussum também foi músico, do samba. Fundou com outros amigos o grupo Os Sete Modernos, que depois se tornaria Os Originais do Samba.

Mussum começou a carreira na televisão em 1965, quando estreou no programa Bairro Feliz, da Globo. O apelido teria sido dado ao humorista nessa época, pelo também ator Sebastião Bernardes de Souza Prata, conhecido como Grande Otelo. A homenagem vem de um peixe de água doce sem escamas, o muçum, escorregadio e ligeiro.

A mudança na vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes veio em 1969, quando ele, convencido pelo amigo Manfried Santanna, o Dedé, foi integrado ao grupo de “Os Trapalhões”, dirigido por Wilton Franco e exibido na TV Excelsior. Mais tarde, o trabalho junto do quarteto o levou a abandonar Os Originais do Samba e a se dedicar, com menos frequência, à carreira musical solo.

Conhecido e idolatrado pelos ‘forévis’, ‘cacíldis’ e pelo ‘mé’ (apelido carinhoso para a cachaça) que adorava, em 1994, foi submetido a um transplante de coração. Complicações durante a cirurgia impediram que Mussum continuasse nos fazendo rir. Ele faleceu aos 53 anos, no dia 29 de julho daquele ano.

Veja também:

som Ouça “Nega Besta”, com Mussum

link O lado menos conhecido do sambista