Na plateia do Paul, encontro de gerações e artistas
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Na plateia do Paul, encontro de gerações e artistas

Jair Stangler

21 de novembro de 2010 | 20h51

Texto e fotos: Jair Stangler

Uma das coisas que mais chama a atenção nos shows que Paul McCartney está fazendo no Brasil é a quantidade de filhos acompanhados de seus pais que vão assistí-los. Há até famílias inteiras presentes nos estádios. Como a de Cristiane Pedreiro, esposa de Ricardo, e mãe de Ricardo, 18, Gustavo, 15, e Carolina, 13, todos na pista prime do Morumbi.


Gustavo, Carolina, Ricardo e Cristiane: programa em família

Segundo ela, ninguém trouxe ninguém ao show, “todos resolveram vir”. Os pais eram fãs e isso passou para os filhos. Gustavo conta que é fã desde que nasceu. Cristiane explica que quando os ingressos foram colocados à venda foram os dois filhos mais velhos que foram atrás das entradas. A mãe reconhece que a despesa pesa no orçamento familiar, mas ressalva que “vale a pena pelo fanatismo”.

A forte presença de jovens de 20 anos ou menos também é uma mostra da vitalidade da música dos Beatles. A estudante de jornalismo, Renata Moura, 20, diz que é fã de Beatles e admite não conhecer muito da carreira solo do músico. Define-se como uma ‘saudosista’. Renata diz que Paul sempre foi seu favorito, e também dá sua opinião sobre o outro ex-beatle vivo: “o Ringo é chato e antipático.”


Renata diz que Paul sempre foi seu beatle favorito

“Todo mundo é fascinado pelos aos 60, eles representam muito para a filosofia da época”, diz. Renata vê sua paixão pelos Beatles como uma maneira de escapar do “provincianismo” de Salvador. “Sou de Salvador, que é uma cidade meio provinciana. Aí veio a coisa da contestação, na adolescência.” Para ela, no entanto, a música vem primeiro. “Primeiro você curte a música, depois casa com o que você acredita.


Lenine viu o Paul no Maracanã em 1993 e repetiu a dose no Morumbi

Também é possível encontrar artistas no meio da plateia, como o cantor Lenine. Presente ao show que o ex-beatle fez no Maracanã em 1993, Lenine diz considerar que o universo do showbizz como existe hoje, só é possível da constatação feita pelos Beatles na década de 1960 de que não era possível tocar ao vivo daquela maneira.

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