Morre aos 92 anos o artista plástico León Ferrari
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Morre aos 92 anos o artista plástico León Ferrari

João Luiz Sampaio

25 de julho de 2013 | 13h06

Morreu hoje, aos 92 anos, o artista plástico argentino León Ferrari. Provocador e polêmico, sua obra carregava forte crítica ao cristianismo e ele foi o fundador do antirreligioso Clube dos Ímpios, Hereges, Apóstatas, Blasfemos, Ateus, Pagãos, Agnósticos e Infiéis. Em 2004, uma mostra retrospectiva de sua obra, no Centro Cultural Recoleta, motivou uma forte reação de setores católicos, liderados pelo então cardeal e hoje papa Jorge Bergoglio. “Hoje eu me dirijo a vocês muito dolorido pela blasfêmia perpetrada por esta exposição”, escreveu ele, na época.

Leia texto sobre retrospectiva da obra do artista em Nova York, em 2009

Uma das obras mais famosas de Ferrari é “A Civilização Ocidental e Cristã”, de 1965, que mostra Cristo crucificado na parte inferior de um avião de guerra norte-americano enviado ao Vietnã. Nos anos 1970, durante a ditadura argentina, Ferrari exilou-se no Brasil. Só voltaria ao seu país em 1982, após o fim da guerra entre Argentina e Inglaterra pela posse das ilhas Malvinas. Para setembro, está prevista a inauguração de uma mostra com obras de Ferrari no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.

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