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Melhdau, Blake e Lovano: o jazz em três linguagens e formações

João Luiz Sampaio

09 de junho de 2013 | 15h51

Julio Maria

Por intenção ou não dos programadores do festival, a última noite do BMW no HSBC Brasil, no sábado, mostrou o jazz em três diferentes linguagens e formações, criando uma sequência de vista panorâmica. Brad Melhdau veio em trio e usou cada minuto de sua 1h15 de show para surpreender invertendo completamente as sensações entre uma e outra faixa. Fiel à fama de jazzista “reconstrutor” de temas pop, fez “Great Day”, de Paul McCartney, e “And I Love Her”, de Lennon e McCartney; além de “Trocando em Miúdos”, de Francis Hime e Chico Buarque; “Dexterity”, de Charlie Parker; “Since I Fell For You”, de Buddy Johnson; e sua “Sehnsucht”.

Sua acessibilidade foi logo substituída pela rigidez do jazz do baterista Johnathan Blake e seu quinteto. Blake, um jovem ex sideman que lidera, mesmo do fundo do palco, uma vigorosa máquina de improvisos com dois saxofones, além de baixo, bateria e piano, chegou mostrando que a história com ele era outra. Depois de uma rápida introdução de bateria, explodiu no condução do ritmo de Free Fall. Seus músicos, então, só respiraram depois de 1h de show. O exigente duo do saxofonista Joe Lovano e do trompetista Dave Douglas, seguidos por um quinteto, deram mais um passo à frente na quebradeira rítmica e fecharam a temporada alternando temas de um e de outro, como “Sound Prints”, de Lovano; “Sprints”, de Douglas; e “Weatherman”, de Lovano.

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