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Luiz Caldas toca Dire Straits e Kiko Zambianchi

Daiane Oliveira

19 de maio de 2013 | 10h42

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Jotabê Medeiros – O Estado de S. Paulo

No chamado “palco brega”, a figura que dominou a plateia do início ao fim do seu show, no começo da noite deste sábado, foi o baiano Luiz Caldas, precursor da axé music. Com um repertório propositadamente eclético, Caldas ilustrou a música de festa da Bahia – gênero que ele ajudou a fundar nos anos 1980 (originalmente, com o nome de “deboche”).

Hoje com 50 anos, Luiz Caldas continua com o mesmo pique. Ele rememorou sua carreira desde os 7 anos de idade e passeou pelos tempos em que, nativo de Feira de Santana (BA) e filho adotivo de Vitória da Conquista, tocava em bailes para ganhar a vida. E era obrigado a tocar de tudo. Revisitou Sultans of Swing, do Dire Straits, até Primeiros Erros, de Kiko Zambianchi. Depois, passou por hits como Magia, de seu primeiro disco de axé. E quando chegou a Haja Amor até as pessoas na fila da sopa de cebola do La Casserole estavam dançando.

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O caldeirão rítmico de Caldas surtiu efeito imediato e já é possível dizer que a plateia do seu show foi uma das mais animadas dessa edição da Virada. Interessante notar como o baiano chegou ao blend que deu na axé, com uma pegada muito particular de guitarra e um senso de apropriação estética que lhe dá um lugar muito especial na MPB. Inteiraço, dançando muito, conclamando o público a acompanhar e a dançar, Luiz Caldas fez a noite do Largo do Arouche.

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