Lenine passa seu corretivo no Rock in Rio
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Lenine passa seu corretivo no Rock in Rio

Eliana Souza

21 Setembro 2013 | 23h16

Roberto Nascimento

Depois de um desentrosado show em parceria com Eugene Hutz, do Gogol Bordello, Lenine voltou ao Palco Sunset, às 21h30, para retocar sua presença neste Rock in Rio 2013, em um show anunciado poucas horas antes. Não foi em vão. Mestre da dança entre a voz e o violão, o pernambucano se redimiu (embora tenha crédito para fazer mais 10 edições sofríveis de Rock in Rio) com pouco. Tocando acompanhado de dois músicos, sem percussão, Lenine usou espaço, silêncio e dinâmica nas leituras de seu cancioneiro, como se estivesse em um teatro.

Seu trio lembrou um pouco as formações das bandas de Caetano Veloso e Gal Costa neste último ano, com músicos sucintos, que prezam o espaço negativo entre os elementos musicais. Assim, Lenine deixou seu violão a sós com palavras diversas vezes, e a audaciosa ausência de uma âncora rítmica libertou o instrumento para mergulhos mais profundos nesta noite de sábado, em frente a uma plateia de milhares. Isto, lógico, anda na contramão da maioria de artistas que sequer sonham em apresentar algo além do arroz com feijão estético em um festival do porte do Rock in Rio.

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